Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Qual o quadro clínico do paciente com coarctação de aorta grave?
Coarctação de aorta grave em neonato → IC/choque cardiogênico (2ª-3ª sem), pulsos femorais ausentes/diminuídos.
A coarctação de aorta grave manifesta-se no neonato após o fechamento do ducto arterioso, levando a insuficiência cardíaca e choque cardiogênico devido à obstrução do fluxo sistêmico. A ausência ou diminuição dos pulsos femorais é um sinal cardinal.
A coarctação de aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. A forma grave é uma emergência pediátrica que se manifesta tipicamente no período neonatal, após o fechamento do ducto arterioso, que é crucial para manter o fluxo sanguíneo sistêmico distal à coarctação. O quadro clínico da coarctação de aorta grave em neonatos é dominado por sinais de baixo débito cardíaco e insuficiência cardíaca. Isso ocorre porque o estreitamento impede o fluxo sanguíneo adequado para a parte inferior do corpo, levando a hipoperfusão sistêmica e sobrecarga do ventrículo esquerdo. Os sintomas incluem taquipneia, dificuldade para mamar, letargia e, em casos mais avançados, choque cardiogênico. O exame físico revela pulsos femorais ausentes ou muito diminuídos em comparação com os pulsos braquiais. O diagnóstico precoce é vital para o manejo, que frequentemente envolve a administração de prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso patente e melhorar o fluxo sistêmico, seguido de correção cirúrgica ou intervenção percutânea. A não identificação e tratamento rápido podem levar a acidose metabólica grave, disfunção de múltiplos órgãos e morte. A presença de outras anomalias cardíacas, como a comunicação interventricular, pode agravar o quadro clínico.
A coarctação de aorta grave tipicamente se manifesta na segunda ou terceira semana de vida, após o fechamento fisiológico do ducto arterioso, que antes mantinha o fluxo sanguíneo para a aorta descendente.
Os achados clássicos incluem sinais de insuficiência cardíaca (taquipneia, dificuldade para mamar), choque cardiogênico (hipotensão, palidez, pulsos débeis) e, mais especificamente, ausência ou diminuição acentuada dos pulsos femorais em comparação com os pulsos braquiais.
A associação de CIV pode tornar o quadro clínico da coarctação de aorta mais precoce e intenso, pois a CIV aumenta o fluxo pulmonar e a sobrecarga de volume no ventrículo esquerdo, exacerbando a insuficiência cardíaca.
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