CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
A estimulação das fibras nervosas simpáticas localizadas nas camadas média e adventícia do istmo aórtico:
Estimulação simpática istmo aórtico → liberação norepinefrina periférica → vasoconstrição → ↑ PA (hipertensão).
A coarctação da aorta, que frequentemente ocorre no istmo aórtico, ativa o sistema nervoso simpático devido à hipoperfusão distal. A estimulação das fibras simpáticas leva à liberação periférica de norepinefrina, causando vasoconstrição sistêmica e, consequentemente, elevação da pressão arterial. Este é um dos mecanismos que contribuem para a hipertensão na coarctação.
A coarctação da aorta é um estreitamento congênito da aorta, geralmente localizado no istmo, distal à origem da artéria subclávia esquerda. Essa obstrução leva a uma diferença de pressão entre os segmentos pré e pós-coarctação, resultando em hipertensão nos membros superiores e hipoperfusão nos membros inferiores. A fisiopatologia da hipertensão na coarctação é multifatorial e complexa. Um dos mecanismos importantes é a ativação do sistema nervoso simpático. A hipoperfusão renal distal à coarctação ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), mas também há uma ativação direta do sistema nervoso simpático. As fibras nervosas simpáticas localizadas nas camadas média e adventícia do istmo aórtico, ao serem estimuladas, liberam norepinefrina perifericamente. A norepinefrina atua nos receptores alfa-adrenérgicos dos vasos sanguíneos, promovendo vasoconstrição sistêmica. Esse efeito vasoconstritor eleva a resistência vascular periférica e, consequentemente, a pressão arterial. Além disso, a estimulação simpática pode aumentar a frequência cardíaca e a contratilidade miocárdica, contribuindo ainda mais para a hipertensão. Esses mecanismos neuro-humorais são cruciais para entender a hipertensão persistente, mesmo após a correção cirúrgica da coarctação em alguns pacientes.
O sistema nervoso simpático é ativado devido à hipoperfusão distal à coarctação. Essa ativação leva à liberação de norepinefrina, que causa vasoconstrição sistêmica e aumenta a resistência vascular periférica, elevando a pressão arterial.
A norepinefrina, liberada pelas fibras simpáticas, age nos receptores alfa-adrenérgicos dos vasos sanguíneos, provocando sua contração (vasoconstrição). Isso resulta em um aumento da resistência ao fluxo sanguíneo e, consequentemente, na elevação da pressão arterial.
Outros mecanismos incluem a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) devido à hipoperfusão renal, a rigidez da parede aórtica proximal à coarctação e a disfunção endotelial, que contribuem para a hipertensão persistente.
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