HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Jovem do sexo masculino, 22 anos, é encaminhado ao ambulatório para avaliação de hipertensão arterial sistêmica. Não apresenta antecedentes familiares relevantes e não faz uso de medicamentos ou substâncias ilícitas. O exame físico revela: desdobramento fisiológico de B2 e hiperfonese da segunda bulha em foco aórtico, além de sopro sistólico ejetivo ao longo do bordo esternal esquerdo. O paciente traz uma radiografia de tórax com o seguinte achado, ampliado no detalhe:Em face do exposto, é correto afirmar que a causa mais provável da hipertensão arterial é secundária
HAS em jovem + sopro sistólico + achados RX (erosão costal/sinal do 3) → suspeitar coarctação da aorta.
A coarctação da aorta é uma causa importante de hipertensão arterial secundária em jovens. A combinação de HAS, achados auscultatórios sugestivos de sobrecarga aórtica e sinais radiográficos (como erosão costal ou o sinal do "3" na aorta) é altamente indicativa e exige investigação.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. É uma causa importante de hipertensão arterial secundária em crianças e adultos jovens, sendo um tema relevante para cardiologia e pediatria. O diagnóstico é suspeitado pela presença de hipertensão nos membros superiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e sopro sistólico ejetivo. A radiografia de tórax pode revelar erosões costais (devido à circulação colateral) e o sinal do "3" na aorta. O ecocardiograma e a angiotomografia/angiorressonância confirmam o diagnóstico. O tratamento da coarctação da aorta é cirúrgico ou por intervenção percutânea (angioplastia com ou sem stent), visando aliviar a obstrução e normalizar a pressão arterial. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a hipertensão residual pode persistir e exigir acompanhamento.
Os achados incluem hipertensão nos membros superiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e atrasados em relação aos radiais, e um sopro sistólico ejetivo audível no dorso ou precórdio esquerdo.
O sinal do "3" é uma deformidade no contorno da aorta na radiografia de tórax, causada pela dilatação pré e pós-estenótica da aorta e pela própria coarctação, sendo um indicativo radiológico clássico da condição.
As complicações incluem hipertensão arterial sistêmica grave, insuficiência cardíaca, aneurismas e dissecções aórticas, acidente vascular cerebral e endocardite bacteriana.
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