UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Adolescente de 18 anos procura serviço médico por quadro de cansaço aos esforços, sem outras queixas. Nega emagrecimento, febre, tosse ou edema. Ao exame físico, observado sopro contínuo suave em região infra- clavicular esquerda, irradiando para região infra-escapular do mesmo lado. Ictus discretamente desviado para esquerda, ausência de turgência jugular. Pressão arterial no braço esquerdo de 144/ 88 mmHg e no braço direito de 142/86 mmHg. Pulsos radiais amplos e simétricos. Pulsos femorais presentes, embora com amplitude diminuída. Qual o principal diagnóstico diferencial para o caso?
Coarctação de aorta → Hipertensão em MMSS + pulsos femorais ↓ + sopro contínuo infra-clavicular.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por estreitamento da aorta, levando a hipertensão nos membros superiores e diminuição da perfusão nos membros inferiores, manifestada por pulsos femorais reduzidos e sopro característico.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda (pós-ductal). Embora seja uma condição congênita, pode ser diagnosticada na adolescência ou idade adulta devido à sua apresentação insidiosa, com sintomas como cansaço aos esforços, cefaleia e claudicação intermitente. O diagnóstico é fortemente sugerido pelo exame físico, que revela hipertensão nos membros superiores e pulsos femorais diminuídos ou ausentes, com uma diferença de pressão sistólica entre braços e pernas. Um sopro sistólico ejetivo ou contínuo pode ser auscultado na região interescapular esquerda. O ictus desviado para a esquerda sugere sobrecarga ventricular esquerda. O tratamento da coarctação da aorta é geralmente intervencionista, seja por cateterismo (angioplastia com balão e/ou stent) ou cirurgia, visando aliviar a obstrução e normalizar a pressão arterial. O manejo precoce é crucial para prevenir complicações graves como insuficiência cardíaca, dissecção aórtica e aneurismas cerebrais.
Os achados clássicos incluem hipertensão nos membros superiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e um sopro sistólico ejetivo ou contínuo na região interescapular esquerda.
A estenose na aorta leva a um aumento da pós-carga para o coração e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em hipertensão proximal à coarctação.
As complicações incluem hipertensão arterial sistêmica, aneurismas cerebrais (especialmente aneurismas saculares), dissecção aórtica, insuficiência cardíaca e endocardite bacteriana.
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