CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Menina de 13 anos apresenta hipertensão arterial (aferida no membro superior direito), diminuição da amplitude dos pulsos femorais e dificuldade de palpar os pulsos tibiais anteriores e posteriores. Mantém saturação arterial acima de 95% nos membros superiores e inferiores, sem diferença significativa entre eles. Raio x de tórax: presença do sinal de Röesler (desgaste das bordas inferiores das costelas). O adolescente é portador de:
Coarctação da aorta: Hipertensão em MS, pulsos femorais ↓, sinal de Röesler (erosão costal).
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. Isso causa hipertensão nos membros superiores e hipoperfusão nos membros inferiores, com pulsos femorais diminuídos e desenvolvimento de circulação colateral.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, mais comumente na região justa-ductal, distal à origem da artéria subclávia esquerda. Embora seja uma condição congênita, pode se manifestar clinicamente na adolescência ou vida adulta, sendo uma causa importante de hipertensão secundária. A prevalência é de cerca de 4 a 8% de todas as cardiopatias congênitas. A fisiopatologia envolve a obstrução ao fluxo sanguíneo, resultando em hipertensão a montante (membros superiores) e hipoperfusão a jusante (membros inferiores). O diagnóstico é suspeitado pela diferença de pressão arterial entre os membros superiores e inferiores (geralmente >20 mmHg), pulsos femorais diminuídos ou ausentes, e sopro sistólico na região interescapular. O raio-x de tórax pode revelar o sinal de Röesler, que é o desgaste das bordas inferiores das costelas devido à dilatação das artérias intercostais colaterais. O tratamento da coarctação da aorta pode ser cirúrgico (ressecção e anastomose) ou por intervenção percutânea (angioplastia com ou sem stent). O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao risco de hipertensão residual, aneurismas e re-coarctação. A detecção precoce é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares graves.
Os sinais clássicos incluem hipertensão nos membros superiores, diminuição ou ausência dos pulsos femorais, sopro sistólico na região interescapular e, em casos crônicos, o sinal de Röesler no raio-x de tórax.
O sinal de Röesler (erosão das bordas inferiores das costelas) é causado pelo aumento do fluxo sanguíneo e dilatação das artérias intercostais, que se tornam vasos colaterais para suprir a circulação distal à coarctação.
Na coarctação da aorta isolada, a saturação de oxigênio é geralmente normal e sem diferença significativa entre membros superiores e inferiores, o que ajuda a diferenciá-la de cardiopatias cianóticas complexas.
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