IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
A ausência de pulso femural e presença de pulso radial vigoroso possibilita levantar a hipótese de:
Pulso femoral ausente/débil + pulso radial vigoroso = Coarctação da Aorta até prova em contrário.
A coarctação da aorta é um estreitamento da aorta, geralmente após a origem da artéria subclávia esquerda. Isso causa um gradiente de pressão, resultando em hipertensão nos membros superiores e pulsos femorais diminuídos ou ausentes, com pulsos radiais normais ou vigorosos.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente na região do istmo aórtico, distal à origem da artéria subclávia esquerda. É uma causa importante de hipertensão arterial secundária em crianças e adultos jovens, e sua prevalência é de aproximadamente 5-8% de todas as cardiopatias congênitas. O diagnóstico precoce é vital para evitar complicações graves. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo, resultando em um gradiente de pressão. Isso leva a hipertensão nos membros superiores (a montante da coarctação) e hipotensão ou pulsos diminuídos/ausentes nos membros inferiores (a jusante). O achado clássico no exame físico é a ausência ou diminuição do pulso femoral em comparação com um pulso radial vigoroso, além de uma diferença de pressão arterial entre os membros superiores e inferiores. O tratamento da coarctação da aorta é geralmente intervencionista, seja por cirurgia (ressecção e anastomose, aortoplastia) ou por cateterismo (angioplastia com balão, com ou sem stent). O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é necessário devido ao risco de hipertensão residual, recoarctação e aneurismas. A palpação de pulsos femorais deve ser rotina em todo exame físico pediátrico.
Além da diferença de pulsos, pode-se encontrar hipertensão nos membros superiores, sopro sistólico na região interescapular esquerda e, em casos crônicos, circulação colateral visível nas costas.
O estreitamento da aorta restringe o fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo. Isso causa aumento da pressão a montante (membros superiores) e diminuição da pressão e fluxo a jusante (membros inferiores), gerando a diferença nos pulsos.
O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves como hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e endocardite bacteriana, permitindo intervenção cirúrgica ou por cateter.
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