AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Menina, seis anos de idade, acompanhada por quadro de hipertensão arterial, apresenta episódios de epistaxe, cefaléia e claudicação intermitente. O exame físico mostrou pulsos femorais de amplitude diminuída com gradiente tensional entre os membros superiores e inferiores.O diagnóstico clínico mais provável é:
Criança com hipertensão, gradiente tensional MS/MI, pulsos femorais ↓, claudicação → Coarctação de aorta.
A coarctação de aorta é uma cardiopatia congênita que causa estreitamento da aorta, levando a hipertensão nos membros superiores, pulsos femorais diminuídos e um gradiente de pressão entre membros superiores e inferiores, além de sintomas como cefaleia, epistaxe e claudicação.
A coarctação de aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda, próximo ao ducto arterioso. É uma causa importante de hipertensão arterial secundária em crianças e adultos jovens, e seu diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves. Os sintomas em crianças podem variar desde assintomáticos (detectados em exames de rotina) até manifestações como hipertensão, cefaleia, epistaxe, dor torácica e claudicação intermitente dos membros inferiores devido à hipoperfusão. O exame físico é fundamental para o diagnóstico: a palpação dos pulsos femorais revela diminuição ou ausência em comparação com os pulsos braquiais, e a aferição da pressão arterial nos quatro membros demonstra um gradiente tensional significativo, com pressões mais elevadas nos membros superiores. O diagnóstico é confirmado por ecocardiograma, que visualiza o estreitamento e mede o gradiente de pressão. Outros exames como angiotomografia ou angiorressonância podem ser utilizados para detalhar a anatomia da coarctação e a presença de circulação colateral. O tratamento é geralmente intervencionista, seja por cateterismo (angioplastia com ou sem stent) ou cirurgia, visando aliviar a obstrução e normalizar a pressão arterial, melhorando o prognóstico e prevenindo as complicações a longo prazo.
Os sinais clássicos incluem hipertensão nos membros superiores, hipotensão ou pressão normal nos membros inferiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes, e um gradiente de pressão significativo entre braços e pernas.
A claudicação intermitente ocorre devido à diminuição do fluxo sanguíneo para os membros inferiores, que se torna insuficiente para suprir a demanda muscular durante o exercício, causando dor e fadiga.
As complicações incluem hipertensão persistente, aneurismas, dissecção aórtica, endocardite bacteriana, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, mesmo após a correção cirúrgica se a hipertensão residual não for controlada.
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