IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
De acordo com o nível de pressão arterial, durante o acompanhamento, pode ser necessária a medição de pressão arterial nos membros superiores e inferiores. Tal medida visa identificar ou afastar o diagnóstico da seguinte cardiopatia congênita:
Coarctação da aorta → ↑ PA MS, ↓ PA MI, pulsos femorais diminuídos/ausentes.
A coarctação da aorta é um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. Isso resulta em hipertensão nos membros superiores e hipotensão nos membros inferiores, com pulsos femorais diminuídos ou ausentes, sendo um achado clássico no exame físico.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente na região do istmo aórtico, distal à origem da artéria subclávia esquerda. É uma condição importante a ser diagnosticada precocemente, pois pode levar a complicações graves se não tratada. A suspeita clínica é fundamental e muitas vezes surge a partir de achados simples no exame físico. O diagnóstico da coarctação da aorta é frequentemente sugerido pela diferença na pressão arterial entre os membros superiores e inferiores. Devido à obstrução, a pressão arterial nos braços é elevada (a montante da coarctação), enquanto nos membros inferiores é significativamente mais baixa ou normal (a jusante). Além disso, os pulsos femorais podem estar diminuídos ou ausentes e atrasados em relação aos pulsos radiais. A ausculta pode revelar um sopro sistólico na região interescapular esquerda. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações como hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e dissecção aórtica. O tratamento definitivo é cirúrgico ou por intervenção percutânea (angioplastia com balão e/ou stent), visando aliviar a obstrução e normalizar a pressão arterial. O acompanhamento a longo prazo é necessário devido ao risco de recoarctação ou aneurismas.
Os achados clássicos incluem hipertensão nos membros superiores, hipotensão ou pressão normal nos membros inferiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e, em alguns casos, um sopro sistólico na região interescapular esquerda.
O estreitamento da aorta (coarctação) cria uma obstrução ao fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo. Isso resulta em aumento da pressão a montante da coarctação (membros superiores) e diminuição da pressão a jusante (membros inferiores).
As complicações incluem hipertensão arterial sistêmica grave, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) por ruptura de aneurismas cerebrais, endocardite bacteriana e dissecção aórtica, além de doença arterial coronariana precoce.
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