Coarctação da Aorta: Associação com Síndrome de Turner

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

Recém-nascido a termo com peso adequado para idade gestacional, nascido de parto normal, Apgar 09/10, sexo masculino, ao primeiro exame identificado características de síndrome de Turner. Em alojamento conjunto, com 24 horas de vida, evoluiu com dificuldade nas mamadas, cansaço, taquipneia, sudorese, taquicardia e hepatomegalia. Raio X de tórax mostra aumento da área cardíaca e congestão pulmonar.A cardiopatia congênita que deve ser associada a síndrome de Turner é:

Alternativas

  1. A) Comunicação interventricular. 
  2. B) Transposição dos grandes vasos da base.
  3. C) Coarctação da aorta.
  4. D) Doença de Ebstein.
  5. E) Tetralogia de Fallot.

Pérola Clínica

RN com características de Síndrome de Turner + ICC → Coarctação da aorta é a cardiopatia congênita mais comum e grave.

Resumo-Chave

A Síndrome de Turner (mesmo que atípica em um RN masculino, a questão foca nas características e associações) tem uma forte associação com cardiopatias congênitas, sendo a coarctação da aorta a mais prevalente e clinicamente significativa. A apresentação de insuficiência cardíaca em um neonato com essas características deve levantar alta suspeita para essa condição, que pode se manifestar após o fechamento do ductus arteriosus.

Contexto Educacional

A Síndrome de Turner (monossomia do cromossomo X, 45,X) é uma condição genética que afeta predominantemente o sexo feminino, mas a questão aborda um cenário atípico para testar o conhecimento sobre as comorbidades. É fundamental que residentes reconheçam as associações clínicas, especialmente as cardiopatias congênitas, que são a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes. A coarctação da aorta é a anomalia cardiovascular mais grave e comum, exigindo diagnóstico e intervenção precoces. A coarctação da aorta é um estreitamento da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. Em recém-nascidos, os sintomas podem ser sutis e se manifestar apenas após o fechamento do ductus arteriosus, quando a circulação sistêmica se torna dependente do fluxo através da área estenótica. Os sinais de insuficiência cardíaca, como dificuldade para mamar, taquipneia, sudorese e hepatomegalia, são indicativos de uma condição grave que requer investigação imediata. O raio X de tórax pode revelar cardiomegalia e congestão pulmonar, reforçando a suspeita. O manejo da coarctação da aorta em neonatos é uma emergência médica. Além do suporte para a insuficiência cardíaca, pode ser necessária a infusão de prostaglandina E1 para manter o ductus arteriosus patente e garantir o fluxo sanguíneo sistêmico, até que a correção cirúrgica ou intervenção percutânea possa ser realizada. O conhecimento dessas associações e a capacidade de identificar precocemente os sinais de insuficiência cardíaca são habilidades essenciais para o residente de pediatria e neonatologia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais cardiopatias congênitas associadas à Síndrome de Turner?

As cardiopatias congênitas mais frequentemente associadas à Síndrome de Turner são a coarctação da aorta (presente em 10-20% dos casos) e a valva aórtica bicúspide (em até 30% dos casos). Outras anomalias incluem dilatação da raiz da aorta e defeitos do septo atrial.

Como a coarctação da aorta se manifesta em recém-nascidos?

Em recém-nascidos, a coarctação da aorta pode ser assintomática se o ductus arteriosus estiver patente. Após o fechamento do ductus, pode haver sinais de insuficiência cardíaca congestiva, como dificuldade nas mamadas, taquipneia, sudorese, irritabilidade, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e diferença de pressão entre membros superiores e inferiores.

Quais achados no raio X de tórax sugerem coarctação da aorta em neonatos?

No raio X de tórax de neonatos com coarctação da aorta e insuficiência cardíaca, pode-se observar cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar. Em crianças mais velhas, pode-se ver o sinal do '3' na aorta e erosão das costelas (sinal de Roesler) devido à circulação colateral, mas esses são menos comuns em RNs.

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