HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Escolar de 9 anos passa em consulta de rotina com pediatra. Refere cefaleia esporádica, sem outras queixas. Ao exame físico está em bom estado geral, peso e altura normais para a idade, Sat 96%, PA = 160 x 50 mmHg. Inspeção torácica sem alterações, ausculta cardíaca com bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos e sem sopros. Ausculta pulmonar normal e abdome sem alterações. Pulsos palpáveis nos 4 membros com redução da amplitude nos membros inferiores. Identifique a alteração anatômica que justifica os achados obtidos no exame físico.
Hipertensão + pulsos femorais ↓ em criança → Coarctação da aorta (estreitamento istmo).
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento da aorta, geralmente no istmo. Clinicamente, manifesta-se por hipertensão nos membros superiores e pulsos diminuídos ou ausentes nos membros inferiores, com um gradiente de pressão significativo entre eles.
A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, mais frequentemente na região do istmo, distal à origem da artéria subclávia esquerda. Essa anomalia resulta em um aumento da pós-carga para o ventrículo esquerdo e hipertensão arterial sistêmica nos membros superiores, enquanto o fluxo sanguíneo para os membros inferiores é comprometido. A prevalência é de cerca de 5-8% de todas as cardiopatias congênitas. O diagnóstico é frequentemente suspeitado na infância ou adolescência devido à presença de hipertensão arterial, muitas vezes assintomática ou manifestada por cefaleia. O exame físico revela pulsos femorais diminuídos ou ausentes e um gradiente de pressão significativo entre os membros superiores e inferiores. A ausculta pode revelar um sopro sistólico na região interescapular. O ecocardiograma é o método diagnóstico inicial, complementado por angiotomografia ou angioressonância para detalhar a anatomia. O tratamento da coarctação da aorta é geralmente intervencionista, seja por cateterismo (angioplastia com ou sem stent) ou cirurgia, com o objetivo de aliviar a obstrução e normalizar a pressão arterial. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao risco de hipertensão residual, aneurismas e reestenose.
Os sinais clássicos incluem hipertensão nos membros superiores, pulsos femorais diminuídos ou ausentes em comparação com os pulsos braquiais, e um gradiente de pressão significativo entre os membros superiores e inferiores. Cefaleia e claudicação intermitente podem ocorrer.
O estreitamento na coarctação da aorta ocorre mais comumente na região do istmo da aorta, que é a porção da aorta descendente logo após a origem da artéria subclávia esquerda.
A palpação e comparação dos pulsos nos quatro membros é crucial para detectar a diferença de amplitude e o gradiente de pressão, que são achados chave para o diagnóstico de coarctação da aorta e outras doenças vasculares.
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