Coarctação da Aorta em RN: Diagnóstico e Sinais Chave

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

Recém nascido com 7 dias de vida, retorna em ambulatório com relato de cansaço as mamadas. No exame físico observa-se desconforto respiratório, tiragem inter e subcostal, palidez, pulsos femorais ausentes, perfusão periférica diminuída, taquicardia e hepatomegalia. Observa-se ainda pressão aumentada em membros superiores quando comparado a aferição em membros inferiores.• ECG: hipertrofia do VD com ÂQRS desviado para direita.• Radiografia do tórax: cardiomegalia e congestão venosa pulmonar estão presentes.Ante o exposto o diagnostico provável, é:

Alternativas

  1. A) Persistência de canal arterial
  2. B) Transposição de grandes artérias
  3. C) CIV
  4. D) CIA
  5. E) Coarctação da aorta

Pérola Clínica

RN com pulsos femorais ausentes + diferença de PA entre MS/MI + sinais de IC = Coarctação da Aorta.

Resumo-Chave

A coarctação da aorta em RN se manifesta com sinais de insuficiência cardíaca, pulsos femorais diminuídos ou ausentes e diferença de pressão arterial entre membros superiores e inferiores. O ECG pode mostrar hipertrofia de VD devido à sobrecarga.

Contexto Educacional

A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento localizado da aorta, geralmente distal à origem da artéria subclávia esquerda. Em recém-nascidos, a apresentação clínica pode ser grave e fulminante, especialmente após o fechamento do ducto arterioso, que antes mantinha o fluxo sanguíneo para a aorta descendente. É uma causa importante de choque cardiogênico no período neonatal. A fisiopatologia envolve o aumento da pós-carga no ventrículo esquerdo devido à obstrução, levando à hipertensão nos membros superiores e hipoperfusão nos membros inferiores. Os sintomas de insuficiência cardíaca, como cansaço às mamadas, desconforto respiratório e hepatomegalia, são comuns. O diagnóstico é suspeitado pelo exame físico (pulsos femorais ausentes ou diminuídos, diferença de pressão arterial) e confirmado por ecocardiograma. O tratamento inicial pode incluir a administração de prostaglandina E1 para manter a perviedade do ducto arterioso e melhorar a perfusão sistêmica. A correção definitiva é cirúrgica, geralmente por ressecção da área estenótica e anastomose término-terminal. O prognóstico é bom com diagnóstico e tratamento precoces, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao risco de hipertensão e reestenose.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos no exame físico de um RN com coarctação da aorta?

Os achados clássicos incluem pulsos femorais diminuídos ou ausentes, diferença de pressão arterial entre membros superiores e inferiores (pressão maior nos MS), e sinais de insuficiência cardíaca como taquicardia, taquipneia e hepatomegalia.

Por que a coarctação da aorta pode levar à insuficiência cardíaca no RN?

A coarctação causa uma obstrução ao fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta descendente, aumentando a pós-carga do VE. Isso leva à sobrecarga e falência ventricular, resultando em insuficiência cardíaca congestiva.

Quais exames complementares auxiliam no diagnóstico da coarctação da aorta?

Além do ECG (hipertrofia de VD) e radiografia de tórax (cardiomegalia, congestão), o ecocardiograma é o exame definitivo para visualizar a estenose aórtica e avaliar a função cardíaca.

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