UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Uma lactente com 15 meses, foi diagnostica em exame de rotina com coalescência de pequenos lábios. Sobre esse diagnóstico é correto afirmar que
Coalescência de pequenos lábios em lactentes → tratamento inicial com estrogênio tópico ou vaselina e higiene.
A coalescência de pequenos lábios é comum em meninas pré-púberes devido ao hipoestrogenismo fisiológico. O tratamento conservador com estrogênio tópico ou vaselina e higiene local é a primeira linha, reservando a cirurgia para casos de obstrução.
A coalescência de pequenos lábios, também conhecida como sinéquia vulvar, é uma condição comum em meninas pré-púberes, especialmente entre 3 meses e 6 anos de idade. Caracteriza-se pela fusão parcial ou completa dos pequenos lábios e é geralmente assintomática, sendo frequentemente descoberta em exames de rotina. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciar de outras condições e no manejo adequado para evitar complicações. A fisiopatologia está ligada ao hipoestrogenismo fisiológico da infância, que torna a mucosa vulvar mais fina e suscetível à inflamação e adesão. O diagnóstico é clínico, por inspeção visual. Deve-se suspeitar em casos de disúria, infecções urinárias recorrentes ou acúmulo de urina na região vaginal. Exames de imagem são raramente necessários para confirmação. O tratamento inicial é conservador, com higiene local e aplicação de vaselina ou cremes com estrogênio tópico em baixa concentração (ex: estriol a 0,01%) por 2-4 semanas. A taxa de sucesso é alta. A recidiva pode ocorrer, mas geralmente é prevenida com boa higiene. A intervenção cirúrgica é reservada para casos refratários, obstrução urinária ou infecções graves, e deve ser cuidadosamente considerada devido ao risco de trauma e recorrência.
Os sinais incluem a fusão parcial ou total dos pequenos lábios, que pode ser assintomática ou causar sintomas como disúria, infecções urinárias recorrentes ou acúmulo de urina.
A conduta inicial é conservadora, com higiene local e aplicação de vaselina ou creme com estrogênio tópico em baixa concentração para promover a separação gradual.
A cirurgia é raramente indicada, reservada para casos de obstrução urinária significativa, infecções urinárias de repetição ou falha do tratamento tópico após um período adequado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo