FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente feminina, vítima de atropelamento em rodovia. Atendida pela equipe médica pré-hospitalar, chega à emergência com intubação orotraqueal, em ventilação mecânica. A Escala de Coma de Glasgow é de 7 (Ocular - 1; Verbal - 1; Motor - 5). Instável hemodinamicamente e com Ultrassom FAST SCAN positivo em todos os quadrantes abdominais, foi iniciado a reposição volêmica e droga vasoativa em veia periférica. O médico assistente resolve, neste momento, traçar o ROTEM (Tromboelastometria) que evidencia um fechamento abrupto da curva do coágulo (figura abaixo). A melhor maneira de corrigir este distúrbio seria com:
ROTEM com fechamento abrupto da curva do coágulo → Hiperfibrinólise → Ácido Tranexâmico.
O fechamento abrupto da curva do coágulo no ROTEM (tromboelastometria) é um achado clássico de hiperfibrinólise, uma complicação grave da coagulopatia traumática. Nesses casos, o ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, é a intervenção mais apropriada para estabilizar o coágulo e reduzir o sangramento.
A coagulopatia traumática é uma complicação grave e multifatorial do trauma, contribuindo significativamente para a mortalidade. A hiperfibrinólise, uma quebra excessiva e acelerada dos coágulos, é um componente crítico dessa coagulopatia e pode ser identificada rapidamente por meio da tromboelastometria (ROTEM ou TEG). O ROTEM fornece informações em tempo real sobre a formação, força e lise do coágulo. Um padrão de 'fechamento abrupto' ou 'curva em funil' indica hiperfibrinólise. Nesses casos, a administração de ácido tranexâmico (ATX) é fundamental, pois ele atua como um antifibrinolítico, inibindo a plasmina e estabilizando o coágulo. As diretrizes atuais de manejo de trauma recomendam o uso precoce do ácido tranexâmico em pacientes com trauma grave e sangramento significativo, idealmente dentro das primeiras 3 horas, para melhorar a sobrevida e reduzir a necessidade de transfusões, sendo uma intervenção que salva vidas.
O fechamento abrupto da curva do coágulo no ROTEM é um indicador de hiperfibrinólise, ou seja, uma degradação excessiva e acelerada dos coágulos formados, comprometendo a hemostasia.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a ativação do plasminogênio em plasmina, prevenindo a degradação excessiva da fibrina e, consequentemente, estabilizando o coágulo e reduzindo o sangramento.
O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais precocemente possível, preferencialmente dentro de 3 horas do trauma, em pacientes com sangramento significativo ou risco de sangramento maciço, conforme as diretrizes atuais.
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