HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 29 anos é submetido a tamponamento pélvico devido a fratura pélvica instável após atropelamento por automóvel. Paciente demandando droga vasoativa crescente e transfusão múltipla de hemoderivados. Dentre os fatores abaixo, o mais depletado nesse contexto é
Trauma grave + transfusão maciça → Fibrinogênio (Fator I) é o fator mais rapidamente depletado, crucial para hemostasia.
Em pacientes com trauma grave e choque hemorrágico que necessitam de transfusão maciça, o fibrinogênio (Fator I) é o fator de coagulação que mais rapidamente se esgota. Sua reposição é vital para a formação do coágulo e controle da hemorragia, sendo um componente chave na coagulopatia induzida por trauma.
A coagulopatia induzida por trauma é uma complicação grave e comum em pacientes com lesões severas e choque hemorrágico, como no caso de fraturas pélvicas instáveis. Ela é multifatorial, envolvendo consumo de fatores de coagulação, diluição por fluidos e hemoderivados, hipotermia e acidose. O reconhecimento e manejo precoce são cruciais para a sobrevida do paciente. Nesse contexto de trauma e transfusão maciça, o fibrinogênio (Fator I) é o fator de coagulação que mais rapidamente se esgota. Ele é essencial para a formação do coágulo estável e sua depleção contribui significativamente para a hemorragia persistente. A monitorização dos níveis de fibrinogênio e sua reposição, geralmente com crioprecipitado, são componentes fundamentais do protocolo de transfusão maciça. O manejo da coagulopatia no trauma exige uma abordagem abrangente, incluindo controle da hemorragia, aquecimento do paciente, correção da acidose e reposição guiada por exames laboratoriais. A compreensão da depleção preferencial do fibrinogênio é vital para otimizar a terapia transfusional e melhorar os resultados em pacientes traumatizados.
O fibrinogênio é consumido rapidamente na formação do coágulo e também é diluído pela transfusão maciça de fluidos e hemoderivados, tornando-o o primeiro fator a atingir níveis críticos.
A tríade letal no trauma consiste em hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia, que se retroalimentam e pioram o prognóstico do paciente.
A transfusão de hemoderivados em proporções balanceadas (plasma, plaquetas, concentrado de hemácias) visa mimetizar o sangue total e repor os fatores de coagulação e plaquetas de forma mais eficaz.
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