SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Em qual situação a seguir se faz necessário um estudo da coagulação no pré-operatório?
Icterícia obstrutiva → deficiência de vitamina K → coagulopatia (TP/INR alterados) → estudo de coagulação pré-operatório essencial.
Pacientes ictéricos, especialmente com icterícia obstrutiva, podem ter deficiência de vitamina K devido à má absorção de gorduras e, consequentemente, dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K (II, VII, IX, X), aumentando o risco de sangramento e exigindo avaliação e correção pré-operatória da coagulação.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental para a segurança do paciente cirúrgico, visando identificar e otimizar condições que possam aumentar o risco de complicações. Entre essas condições, os distúrbios de coagulação merecem atenção especial, pois podem levar a sangramentos intra e pós-operatórios graves. Embora um coagulograma de rotina não seja indicado para todos os pacientes, ele se torna essencial em situações específicas de alto risco. Pacientes com icterícia, especialmente aqueles com icterícia obstrutiva (como no caso de uma derivação bileodigestiva), representam um grupo de alto risco para coagulopatias. A obstrução do fluxo biliar para o intestino impede a absorção adequada de gorduras e, consequentemente, da vitamina K, uma vitamina lipossolúvel. A vitamina K é crucial para a síntese hepática de vários fatores de coagulação (II, VII, IX e X). Sua deficiência resulta em uma coagulopatia que se manifesta principalmente com prolongamento do Tempo de Protrombina (TP) e aumento do INR. Portanto, em pacientes ictéricos programados para cirurgia, é imperativo solicitar um estudo completo da coagulação. A identificação precoce de um distúrbio de coagulação permite a correção pré-operatória, geralmente com a administração de vitamina K parenteral, ou, em casos mais graves ou de urgência, com plasma fresco congelado, minimizando o risco de sangramento e melhorando os resultados cirúrgicos.
A icterícia obstrutiva impede o fluxo de bile para o intestino, resultando em má absorção de gorduras e, consequentemente, da vitamina K, que é lipossolúvel. A vitamina K é essencial para a síntese hepática dos fatores de coagulação II, VII, IX e X, levando a uma coagulopatia por deficiência desses fatores.
Os exames mais relevantes são o Tempo de Protrombina (TP) e o INR (International Normalized Ratio), que avaliam a via extrínseca e comum da coagulação, sendo sensíveis à deficiência dos fatores dependentes de vitamina K. O Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) também pode ser solicitado.
A correção geralmente envolve a administração de vitamina K parenteral (intramuscular ou intravenosa). Em casos de urgência ou falha na resposta à vitamina K, pode ser necessário o uso de plasma fresco congelado (PFC) para repor os fatores de coagulação.
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