Manejo da Coagulopatia na Hepatopatia Crônica

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente com sangramento devido a doença hepática requer correção de coagulopatia. Qual dos seguintes componentes do sangue seria a escolha mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Concentrado de hemácias.
  2. B) Plasma fresco congelado.
  3. C) Plaquetas.
  4. D) Crioprecipitado.

Pérola Clínica

Hepatopatia + sangramento ativo + INR alargado → Plasma Fresco Congelado (PFC).

Resumo-Chave

A insuficiência hepática reduz a síntese de fatores de coagulação. O PFC é o componente de escolha para repor todos os fatores em pacientes com sangramento ativo ou pré-procedimentos invasivos.

Contexto Educacional

A coagulopatia da doença hepática é complexa, pois envolve uma redução tanto de fatores pró-coagulantes quanto anticoagulantes (como Proteína C e S). O INR é frequentemente utilizado como marcador de gravidade, mas não reflete perfeitamente o risco hemorrágico real. No entanto, em situações de sangramento agudo, a reposição volêmica e de fatores com PFC (10-15 ml/kg) continua sendo o padrão ouro inicial. É fundamental monitorar a sobrecarga volêmica, comum nesses pacientes.

Perguntas Frequentes

Por que o Plasma Fresco Congelado é indicado na hepatopatia?

O fígado é o principal sítio de síntese de quase todos os fatores de coagulação. Na hepatopatia avançada, essa produção cai drasticamente, levando a um estado pró-hemorrágico. O PFC contém todos os fatores de coagulação, proteínas plasmáticas e inibidores da coagulação, sendo eficaz para repor temporariamente o que o fígado não consegue produzir durante episódios de sangramento.

Quando usar crioprecipitado em vez de plasma?

O crioprecipitado é indicado especificamente quando há hipofibrinogenemia acentuada (geralmente fibrinogênio < 100 mg/dL). Ele é rico em fibrinogênio, fator VIII, fator XIII e fator de von Willebrand, mas não substitui o plasma para uma correção global de múltiplos fatores de coagulação.

Qual o gatilho para transfusão de plaquetas no hepatopata?

Em pacientes com hepatopatia e sangramento ativo ou necessidade de procedimentos invasivos, o alvo costuma ser manter as plaquetas acima de 50.000/mm³. Se o paciente estiver estável e sem sangramento, gatilhos menores (como 10.000-20.000/mm³) podem ser aceitáveis dependendo do contexto clínico.

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