CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Durante uma cirurgia para corrigir um sangramento gástrico grave, a equipe percebe que o paciente está apresentando sinais de coagulopatia. De acordo com as diretrizes brasileiras de cirurgia geral, qual seria a conduta mais adequada?
Sangramento + Coagulopatia intraop → Reposição de fatores (Plasma/Plaquetas) + Controle de danos.
A coagulopatia em vigência de sangramento grave deve ser tratada com a reposição imediata de hemocomponentes (plasma e plaquetas) para restaurar a cascata de coagulação e permitir a continuidade do controle cirúrgico.
O manejo do sangramento grave intraoperatório evoluiu para o conceito de 'Ressuscitação de Controle de Danos'. Este protocolo prioriza a correção da coagulopatia, acidose e hipotermia. A administração de plasma, plaquetas e crioprecipitado em proporções balanceadas (frequentemente 1:1:1) visa mimetizar o sangue total perdido, evitando a hemodiluição excessiva causada por soluções cristaloides.
O plasma fresco congelado (PFC) é indicado quando há evidência de coagulopatia (clinicamente manifestada por sangramento microvascular difuso) associada a exames laboratoriais alterados (como RNI > 1,5) ou em protocolos de transfusão maciça. Ele fornece todos os fatores de coagulação necessários para estabilizar a hemostasia secundária. Em cirurgias de emergência com sangramento grave, a reposição precoce de PFC previne a progressão para a tríade letal do trauma.
As plaquetas são fundamentais para a formação do tampão hemostático primário. Em sangramentos graves, ocorre trombocitopenia por consumo e diluição (devido à reposição volêmica com cristaloides). A transfusão de plaquetas é recomendada para manter níveis acima de 50.000/mm³ em cirurgias gerais ou 100.000/mm³ em neurocirurgias ou cirurgias oftalmológicas, garantindo a integridade vascular no sítio operatório.
É um estado onde a ativação excessiva da cascata de coagulação, devido a trauma ou hemorragia maciça, esgota os fatores de coagulação e plaquetas disponíveis. Isso resulta em um paradoxo: o paciente apresenta tromboses microvasculares simultaneamente a um sangramento sistêmico incontrolável. O tratamento foca na interrupção da causa do sangramento e na reposição agressiva dos componentes perdidos.
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