SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Qual é a principal causa de coagulação intravascular disseminada na gestação?
Descolamento prematuro de placenta (DPPNI) = principal causa de CID na gestação devido à liberação de tromboplastina.
O descolamento prematuro de placenta (DPPNI) é a principal causa de coagulação intravascular disseminada (CID) na gestação devido à liberação maciça de tromboplastina tecidual para a circulação materna, ativando a cascata de coagulação de forma descontrolada.
A coagulação intravascular disseminada (CID) é uma síndrome grave caracterizada pela ativação sistêmica da coagulação, levando à formação de trombos microvasculares e, paradoxalmente, a sangramentos devido ao consumo de fatores de coagulação e plaquetas. Na gestação, a CID é uma complicação obstétrica potencialmente fatal, com o descolamento prematuro de placenta (DPPNI) sendo a principal causa, respondendo por até 50% dos casos. Outras causas incluem embolia por líquido amniótico, pré-eclâmpsia grave/HELLP, sepse e aborto infectado. A fisiopatologia da CID no DPPNI envolve a liberação de tromboplastina tecidual (fator tecidual) da placenta descolada para a circulação materna. Este potente pró-coagulante ativa a cascata de coagulação de forma descontrolada, resultando na formação generalizada de microtrombos e consumo rápido de plaquetas e fatores de coagulação (fibrinogênio, fatores V e VIII). O sistema fibrinolítico é então ativado para tentar dissolver os trombos, mas essa ativação excessiva pode exacerbar o sangramento. O diagnóstico da CID é clínico e laboratorial, com achados como prolongamento de TP e TTPa, diminuição de fibrinogênio e plaquetas, e aumento de D-dímero. O tratamento é emergencial e focado na resolução da causa subjacente (ex: parto no DPPNI), suporte hemodinâmico e reposição de hemocomponentes. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar o prognóstico materno e fetal, sendo um tema de alta relevância para residentes em obstetrícia e emergência.
Os sinais incluem sangramento em múltiplos locais (gengivas, nariz, sítios de punção), equimoses, petéquias, hipotensão, taquicardia e sinais de disfunção orgânica. Alterações laboratoriais como prolongamento de TP/TTPa e redução de plaquetas/fibrinogênio são cruciais.
No DPPNI, há liberação de tromboplastina tecidual (fator tecidual) do local do descolamento para a circulação materna, ativando a cascata de coagulação de forma maciça. Isso consome rapidamente fatores de coagulação e plaquetas, resultando em sangramento e trombose microvascular.
A conduta inicial envolve o tratamento da causa subjacente (ex: resolução do DPPNI, geralmente via parto), suporte hemodinâmico, transfusão de hemocomponentes (concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado, crioprecipitado) conforme a necessidade e monitorização rigorosa dos parâmetros de coagulação.
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