Choque Séptico Neonatal: Complicação Frequente da CIVD

HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021

Enunciado

Com relação à situação que é muito frequente no choque séptico do recém-nascido, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) CIVD.
  2. B) Necrose tubular aguda.
  3. C) Infarto cerebral.
  4. D) Enterocolite necrotizante.

Pérola Clínica

Choque séptico no RN → CIVD é complicação frequente e grave.

Resumo-Chave

A Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) é uma complicação sistêmica grave e frequente do choque séptico no recém-nascido. Caracteriza-se por ativação desregulada da coagulação e fibrinólise, levando a trombose microvascular e sangramentos, contribuindo significativamente para a morbimortalidade neonatal.

Contexto Educacional

O choque séptico no recém-nascido é uma emergência pediátrica grave, com alta morbimortalidade. A sepse neonatal, definida como uma síndrome clínica de infecção sistêmica que ocorre nos primeiros 28 dias de vida, pode progredir rapidamente para choque e disfunção de múltiplos órgãos. A imaturidade do sistema imunológico do neonato contribui para uma resposta inflamatória desregulada e uma maior suscetibilidade a complicações graves. Entre as complicações mais frequentes e deletérias do choque séptico neonatal está a Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD). A CIVD é uma síndrome clinicopatológica caracterizada pela ativação sistêmica e descontrolada da coagulação, levando à formação de trombos na microvasculatura e, paradoxalmente, a sangramentos devido ao consumo de plaquetas e fatores de coagulação. Essa disfunção hemostática contribui para a isquemia tecidual, disfunção orgânica e falência de múltiplos órgãos, agravando o prognóstico do recém-nascido. O diagnóstico precoce e o manejo agressivo do choque séptico, incluindo antibioticoterapia de largo espectro, suporte hemodinâmico e correção de distúrbios metabólicos, são cruciais para prevenir ou mitigar a CIVD. O tratamento da CIVD em si envolve o controle da infecção, suporte transfusional (plasma fresco congelado, plaquetas) e, em situações específicas, o uso de anticoagulantes. Para o residente, a compreensão da fisiopatologia e do manejo da CIVD no contexto do choque séptico neonatal é fundamental para a prática em neonatologia e terapia intensiva pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da CIVD em recém-nascidos com choque séptico?

Os sinais e sintomas da CIVD em recém-nascidos incluem sangramentos em múltiplos locais (pele, mucosas, sítios de punção), petéquias, equimoses, palidez, taquicardia, hipotensão e sinais de disfunção orgânica. Laboratorialmente, observa-se prolongamento de TP e TTPa, trombocitopenia e aumento dos D-dímeros.

Qual a fisiopatologia da CIVD no contexto do choque séptico neonatal?

No choque séptico, a resposta inflamatória sistêmica leva à liberação de citocinas e mediadores que ativam a cascata de coagulação e inibem a fibrinólise. Isso resulta na formação generalizada de microtrombos, consumo de fatores de coagulação e plaquetas, e subsequente sangramento devido à depleção desses componentes.

Qual a conduta inicial no manejo da CIVD em recém-nascidos sépticos?

O manejo da CIVD é primariamente o tratamento da causa subjacente, ou seja, o choque séptico. Além disso, inclui suporte hemodinâmico, correção da acidose, transfusão de plaquetas e plasma fresco congelado para repor fatores de coagulação em casos de sangramento ativo ou procedimentos invasivos, e, em alguns casos, o uso de heparina em baixas doses.

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