CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre o cloreto de benzalcônio, é correto afirmar:
Cloreto de benzalcônio (BAK) = ↑ Permeabilidade corneana + Citotoxicidade epitelial.
O cloreto de benzalcônio (BAK) atua como um surfactante que rompe as junções celulares do epitélio da córnea, aumentando a absorção de fármacos, mas podendo causar danos à superfície ocular.
O cloreto de benzalcônio (BAK) é o conservante mais utilizado na oftalmologia mundial. Quimicamente, é um composto de amônio quaternário com propriedades detergentes. Sua eficácia na prevenção de contaminação microbiana de frascos multidose é excelente, porém sua interação com a superfície ocular é complexa. Ao reduzir a tensão superficial e romper a barreira lipídica do filme lacrimal, o BAK expõe o epitélio corneano. Embora o aumento da permeabilidade seja benéfico para a eficácia terapêutica de certas drogas (como análogos de prostaglandinas), a toxicidade cumulativa pode levar a sintomas graves de desconforto ocular e danos teciduais, motivando o desenvolvimento de colírios 'preservative-free' ou com conservantes menos tóxicos.
O BAK desestabiliza as junções de oclusão (tight junctions) entre as células epiteliais da córnea. Isso reduz a função de barreira do epitélio, permitindo que o princípio ativo do colírio penetre mais facilmente no estroma e na câmara anterior.
O uso prolongado está associado à síndrome do olho seco, ceratite ponteada, inflamação conjuntival crônica, instabilidade do filme lacrimal e, em casos de glaucoma, pode reduzir a taxa de sucesso de cirurgias filtrantes devido à fibrose.
É um potente agente bactericida e fungicida, agindo principalmente contra bactérias Gram-positivas, mas também possui espectro contra Gram-negativas, embora estas últimas possam apresentar maior resistência.
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