CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre o cloreto de benzalcônico, é correto afirmar:
Cloreto de Benzalcônico (BAK) = Surfactante que ↑ permeabilidade da córnea e causa citotoxicidade.
O BAK facilita a penetração de fármacos ao romper junções celulares, mas seu uso crônico lesa o epitélio e o filme lacrimal.
O cloreto de benzalcônico é o conservante mais utilizado na indústria farmacêutica oftálmica. Embora eficaz na preservação de soluções multidose, sua interação com a superfície ocular é complexa. Ao mesmo tempo em que otimiza a biodisponibilidade de drogas (como análogos de prostaglandinas no glaucoma), ele induz apoptose celular e estresse oxidativo. Atualmente, há uma tendência à substituição por conservantes menos tóxicos ou formulações 'preservative-free' para pacientes que necessitam de terapia tópica de longo prazo.
O cloreto de benzalcônico (BAK) age como um detergente catiônico (surfactante). Ele desestabiliza as junções de oclusão (tight junctions) entre as células epiteliais da córnea, reduzindo a barreira natural e facilitando a passagem de moléculas de medicamentos para o estroma e câmara anterior.
O uso prolongado está associado à toxicidade direta das células epiteliais e caliciformes, inflamação da superfície ocular, instabilidade do filme lacrimal e pode levar ao desenvolvimento ou agravamento da síndrome do olho seco e ceratite ponteada.
Sim, ele possui amplo espectro contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo Pseudomonas aeruginosa, além de fungos, o que justifica sua ampla utilização como conservante para prevenir a contaminação dos frascos de colírio.
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