Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Leia atentamente as alternativas abaixo, assinale a alternativa incorreta sobre o uso da clonidina em pediatria:
Clonidina pode ser usada por via oral, EV, transdérmica e epidural, não apenas oral e subcutânea.
A clonidina é um agonista alfa-2 adrenérgico com múltiplas vias de administração, incluindo oral, intravenosa, transdérmica e epidural, além da subcutânea. A afirmação de que pode ser utilizada 'apenas' por via oral e subcutânea é incorreta, pois restringe indevidamente suas opções terapêuticas.
A clonidina é um agonista alfa-2 adrenérgico com ampla aplicação em pediatria, atuando no sistema nervoso central para promover sedação, analgesia e estabilidade hemodinâmica. É empregada em diversas situações, desde o manejo da hipertensão e abstinência de opioides até a sedação pré-operatória e como adjuvante anestésico. Sua farmacocinética e farmacodinâmica permitem diferentes vias de administração para otimizar o efeito terapêutico. Além das vias oral e intravenosa, que são as mais comuns, a clonidina pode ser administrada por via transdérmica (adesivos), oferecendo uma liberação prolongada e estável, e também por via epidural para analgesia regional em contextos específicos. A via subcutânea também é uma opção, embora menos frequente. As doses variam conforme a via e a indicação, sendo crucial o ajuste individualizado e a monitorização dos efeitos hemodinâmicos e sedativos. A dose oral geralmente varia de 2 a 5 mcg/Kg/dose a cada 6-8 horas, com início de ação em 30-60 minutos e duração de 6-10 horas. Em infusão contínua intravenosa, a dose pode variar de 0,1 a 3 mcg/Kg/hora. É importante evitar a retirada abrupta da clonidina, pois pode levar a um efeito rebote com hipertensão e taquicardia.
A clonidina é utilizada em pediatria para sedação, tratamento de hipertensão, manejo de abstinência de opioides e como adjuvante em anestesia para analgesia e estabilidade hemodinâmica.
As principais vias incluem oral, intravenosa (em bolus ou infusão contínua), transdérmica (adesivo) e, em contextos específicos, subcutânea e epidural.
Os efeitos adversos mais comuns são sedação, bradicardia, hipotensão, boca seca e, em caso de retirada abrupta, hipertensão de rebote.
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