UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
No atendimento dentro da Unidade Básica de Sáude, cada profissional faz um recorte, um destaque de sintomas e informações, de acordo com seu núcleo de conhecimento profissional. A discussão de casos clínicos em equipe, principalmente os mais complexos, é um recurso clínico e gerencial importante. Este modelo corresponde a:
Discussão de caso em equipe multiprofissional na UBS = prática da Clínica Ampliada para um cuidado integral.
A Clínica Ampliada supera o modelo biomédico ao integrar diferentes saberes profissionais para construir um Projeto Terapêutico Singular (PTS). A discussão em equipe é a ferramenta central para essa abordagem integral e humanizada na Atenção Primária.
A Clínica Ampliada é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS que visa aumentar a capacidade de análise e intervenção dos profissionais de saúde, transformando a prática assistencial. Seu objetivo é superar o modelo biomédico, que é focado exclusivamente na doença, propondo uma abordagem que considere o sujeito em sua totalidade, incluindo seus aspectos subjetivos, sociais e familiares. O conceito se baseia na diferenciação entre 'núcleo' e 'campo' de competência. O 'núcleo' refere-se ao conhecimento específico de cada profissão, enquanto o 'campo' é o espaço comum onde os diferentes saberes se encontram para resolver os problemas de saúde. A discussão de casos em equipe é a principal ferramenta da Clínica Ampliada, pois permite que cada profissional contribua com seu núcleo de saber para uma compreensão mais abrangente do problema. Na prática da Atenção Primária, a Clínica Ampliada se materializa na construção de Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) para casos mais complexos. Isso resulta em um cuidado mais resolutivo, humanizado e integral, fortalecendo o vínculo da equipe com o usuário e a comunidade, e evitando encaminhamentos desnecessários e a fragmentação do cuidado.
A Clínica Ampliada foca no sujeito e sua singularidade, considerando o contexto psicossocial, enquanto o modelo biomédico se concentra na doença e no diagnóstico biológico. Ela promove a corresponsabilização e a construção conjunta do cuidado.
A equipe é fundamental para integrar diferentes núcleos de saber (médico, enfermagem, psicologia, etc.), permitindo uma compreensão mais completa do caso e a elaboração de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) mais eficaz e resolutivo.
O PTS é um plano de cuidado individualizado, construído pela equipe multiprofissional em conjunto com o usuário, para casos complexos. Ele define metas, responsabilidades e estratégias de cuidado, indo além da prescrição médica tradicional.
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