UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2019
No que diz respeito à Clínica Ampliada e Compartilhada, pode-se mencionar:
Clínica Ampliada e Compartilhada → Abordagem integral, singular do sujeito, enfrentamento da fragmentação do cuidado.
A Clínica Ampliada e Compartilhada é uma ferramenta essencial para a integralidade do cuidado em saúde, buscando superar a visão fragmentada do paciente e da doença. Ela promove uma abordagem que considera o sujeito em sua totalidade, suas necessidades e o contexto social, contribuindo para a eficácia e humanização das ações de saúde.
A Clínica Ampliada e Compartilhada representa um pilar fundamental para a reorientação das práticas de saúde no Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela emerge como uma resposta à necessidade de superar modelos biomédicos fragmentados, que muitas vezes reduzem o indivíduo à sua doença, negligenciando aspectos psicossociais e contextuais que influenciam o processo saúde-doença. Essa abordagem propõe uma escuta qualificada e a construção de projetos terapêuticos singulares, onde o paciente é protagonista e corresponsável pelo seu cuidado. A Clínica Ampliada busca integrar diferentes saberes (profissionais e do usuário), promovendo a articulação entre as diversas especialidades e níveis de atenção, e valorizando a dimensão subjetiva do adoecimento e do sofrimento. Ao considerar a complexidade do processo saúde-doença e a singularidade de cada sujeito, a Clínica Ampliada e Compartilhada fortalece os princípios da integralidade e da equidade. Sua aplicação prática envolve a criação de espaços de diálogo, a construção de vínculos e a gestão compartilhada do cuidado, resultando em intervenções mais eficazes, humanizadas e alinhadas às reais necessidades da população.
A Clínica Ampliada e Compartilhada é uma abordagem teórico-prática que visa aprofundar a compreensão do processo saúde-doença, considerando a singularidade de cada indivíduo e a complexidade de seu sofrimento, indo além da doença em si.
Seu objetivo principal é superar a fragmentação do cuidado e do conhecimento em saúde, promovendo uma atenção mais integral, humanizada e resolutiva, que envolva o paciente e sua rede de apoio nas decisões sobre seu tratamento e projeto terapêutico.
Ela contribui ao fomentar a escuta ativa, a corresponsabilização e a construção de projetos terapêuticos singulares, alinhando-se aos princípios do SUS de integralidade, equidade e participação social, e fortalecendo a autonomia dos usuários.
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