HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Pacientes no climatério apresentam alterações hormonais e metabólicas fisiológicas importantes. É necessário o conhecimento dessas alterações para avaliarmos a qualidade de vida dessas mulheres e a necessidade ou não de terapêutica hormonal. Como se comporta o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal neste período?
Climatério: Falência ovariana → ↓ estrogênio, progesterona, inibina → ↑ FSH e LH por feedback negativo.
No climatério, a falência folicular ovariana leva à diminuição da produção de estrogênio, progesterona e inibina. Essa redução hormonal remove o feedback negativo sobre a hipófise e o hipotálamo, resultando em um aumento compensatório dos níveis de FSH e LH.
O climatério é um período de transição na vida da mulher que antecede e sucede a menopausa, caracterizado por profundas alterações hormonais e metabólicas. A menopausa, definida como o último período menstrual, é um marco desse processo fisiológico, geralmente ocorrendo por volta dos 50 anos de idade. A compreensão dessas mudanças é crucial para a avaliação da qualidade de vida e a decisão sobre a terapêutica hormonal. A fisiopatologia central do climatério reside na falência folicular ovariana progressiva. Os ovários gradualmente perdem sua capacidade de responder às gonadotrofinas e de produzir estrogênio e progesterona. Além disso, a produção de inibina B, um hormônio peptídico que inibe seletivamente a secreção de FSH pela hipófise, também diminui. Essa redução dos hormônios ovarianos remove o feedback negativo sobre o hipotálamo e a hipófise. Como resultado, o eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal responde com um aumento compensatório na secreção de GnRH pelo hipotálamo, que por sua vez estimula a adenohipófise a produzir e secretar níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH). Portanto, a característica hormonal do climatério é a presença de baixos níveis de estrogênio, progesterona e inibina, acompanhados por altos níveis de FSH e LH, refletindo a tentativa do corpo de estimular ovários que já não respondem adequadamente.
No climatério, há uma redução significativa dos níveis de estrogênio, progesterona e inibina, decorrente da falência folicular ovariana.
O aumento do FSH ocorre devido à diminuição dos hormônios ovarianos (estrogênio, progesterona e inibina), que normalmente exercem um feedback negativo sobre a hipófise, liberando-a para produzir mais FSH.
A inibina B, produzida pelos folículos ovarianos, inibe seletivamente a secreção de FSH. Com a falência folicular no climatério, a produção de inibina B diminui, contribuindo para o aumento dos níveis de FSH.
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