HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Não faz parte da avaliação geral da mulher no climatério:
Dosagem de FSH NÃO é rotina na avaliação do climatério; o diagnóstico é clínico.
A avaliação do climatério e menopausa é predominantemente clínica, baseada nos sintomas e idade da mulher. A dosagem de FSH, embora possa confirmar a menopausa, não faz parte da avaliação geral de rotina, sendo mais útil em casos de diagnóstico duvidoso ou em mulheres mais jovens.
O climatério é um período de transição na vida da mulher que antecede e sucede a menopausa, caracterizado por alterações hormonais que levam a uma série de sintomas e aumento do risco para certas condições de saúde. A menopausa é definida retrospectivamente após 12 meses consecutivos de amenorreia. A avaliação da mulher nesse período é crucial para promover a saúde, prevenir doenças e manejar os sintomas, visando uma melhor qualidade de vida. A avaliação geral da mulher no climatério foca em rastreamento de doenças crônicas e neoplásicas, que têm sua incidência aumentada nessa faixa etária. Isso inclui a dosagem de perfil lipídico para avaliar risco cardiovascular, glicemia para rastreamento de diabetes, mamografia para câncer de mama e, em casos de sangramento uterino na pós-menopausa, a avaliação do endométrio para excluir patologias malignas. A densitometria óssea também é fundamental para rastreamento de osteoporose. Contrariamente, a dosagem de FSH (hormônio folículo-estimulante), embora reflita a função ovariana, não é considerada parte da avaliação geral de rotina para o diagnóstico do climatério ou menopausa, que é primariamente clínico. Os níveis de FSH podem flutuar durante a transição menopausal, e o diagnóstico é feito com base na idade da mulher, na presença de amenorreia por 12 meses e nos sintomas característicos. A dosagem de FSH é reservada para situações específicas, como o diagnóstico de menopausa precoce ou em casos de dúvida diagnóstica, não sendo um exame de rastreamento universal.
A avaliação geral inclui rastreamento de doenças crônicas (perfil lipídico, glicemia), rastreamento de câncer (mamografia, citopatológico), avaliação de saúde óssea (densitometria óssea) e investigação de sangramentos uterinos anormais, além de avaliação de sintomas e qualidade de vida.
A dosagem de FSH é útil em casos de diagnóstico incerto de menopausa, especialmente em mulheres mais jovens (antes dos 40-45 anos) com amenorreia e sintomas, para confirmar falência ovariana precoce, ou em mulheres histerectomizadas sem ovários removidos.
Qualquer sangramento uterino na pós-menopausa é considerado anormal e deve ser investigado para excluir patologias graves, como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, que exigem avaliação histopatológica.
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