SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
A clidotomia é uma manobra utilizada no trabalho de parto em situações quando se tem
Clidotomia = manobra destrutiva para distocia de ombro grave, geralmente em feto falecido, seccionando a clavícula.
A clidotomia é uma manobra obstétrica radical, utilizada em casos extremos de distocia de ombro, quando outras manobras falham e, geralmente, o feto já está morto. Consiste na secção de uma ou ambas as clavículas para reduzir o diâmetro biacromial e permitir a extração fetal.
A distocia de ombro é uma emergência obstétrica imprevisível e potencialmente devastadora, caracterizada pela falha na passagem dos ombros fetais após a saída da cabeça. Embora rara, sua ocorrência pode levar a graves morbidades maternas e fetais, incluindo lesão do plexo braquial, asfixia e óbito fetal. O manejo rápido e eficaz é crucial, iniciando com manobras não invasivas e progredindo para técnicas mais complexas, se necessário. Quando as manobras de primeira linha, como McRoberts e pressão suprapúbica, falham, outras abordagens como as manobras de Rubin, Woods e a extração do braço posterior são consideradas. Em cenários extremos, especialmente quando o feto já está falecido ou em situações de risco iminente à vida materna sem outras opções viáveis, procedimentos destrutivos fetais podem ser considerados. A clidotomia, que envolve a secção de uma ou ambas as clavículas fetais para reduzir o diâmetro biacromial, é uma dessas manobras de último recurso. É fundamental que residentes e profissionais de obstetrícia estejam familiarizados com o algoritmo de manejo da distocia de ombro, desde as manobras iniciais até as mais invasivas. A clidotomia, embora rara, representa uma ferramenta em situações desesperadoras, e seu conhecimento é parte integrante da formação completa para lidar com as complexidades do trabalho de parto e parto.
A clidotomia é uma manobra obstétrica destrutiva que envolve a secção de uma ou ambas as clavículas fetais. É indicada em casos de distocia de ombro grave, geralmente quando o feto já está morto e outras manobras menos invasivas falharam, a fim de reduzir o diâmetro biacromial e possibilitar o parto.
Antes de recorrer à clidotomia, diversas manobras são tentadas para resolver a distocia de ombro, como a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas), a pressão suprapúbica, as manobras de Rubin e Woods (rotação do ombro posterior) e a extração do braço posterior.
A clidotomia é um procedimento de último recurso por ser destrutiva e invasiva, com riscos maternos significativos, como lacerações e hemorragias. Sua aplicação é restrita a situações de extrema gravidade, onde a vida materna está em risco ou o feto já é inviável, e outras opções falharam.
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