SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A classificação de West Haven é amplamente utilizada para estratificar a gravidade da Encefalopatia Hepática (EH), com base em manifestações neurológiças e comportamentais. No contexto do grau IIl, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a característica clínica que o distingue dos outros graus e sua implicação prognóstica do respectivo estágio no manejo clínico.
EH West Haven III → Semi-estupor, resposta a estímulos dolorosos, alto risco de coma e UTI.
O grau III da classificação de West Haven para Encefalopatia Hepática é caracterizado por semi-estupor, onde o paciente responde apenas a estímulos dolorosos. Este estágio indica uma deterioração neurológica significativa, com alto risco de progressão para coma e necessidade iminente de cuidados intensivos para suporte e manejo das complicações.
A Encefalopatia Hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica da insuficiência hepática, caracterizada por um espectro de anormalidades neurológicas e comportamentais. A classificação de West Haven é a ferramenta mais utilizada para estratificar a gravidade, variando de alterações sutis (grau I) a coma profundo (grau IV). É crucial para o manejo clínico e prognóstico, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A fisiopatologia da EH envolve a acumulação de neurotoxinas, principalmente amônia, devido à falha do fígado em metabolizá-las e à disfunção do ciclo da ureia. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação do estado mental e neurológico do paciente. A identificação precoce e a correta estratificação são vitais para evitar a progressão e suas complicações, como edema cerebral e herniação, especialmente em graus mais avançados. O manejo da EH inclui a identificação e correção de fatores precipitantes, como sangramento gastrointestinal, infecções e desidratação, além do uso de lactulose e rifaximina para reduzir a produção e absorção de amônia. Pacientes com grau III ou IV necessitam de monitorização em UTI, proteção de vias aéreas e suporte intensivo, visando estabilização e, se possível, tratamento da doença hepática subjacente, como transplante hepático.
O grau III da Encefalopatia Hepática é caracterizado por semi-estupor, onde o paciente apresenta sonolência profunda e só responde a estímulos dolorosos. Pode haver desorientação severa, confusão e flapping persistente.
O grau III indica alto risco de progressão para coma (grau IV) e complicações graves, como broncoaspiração e insuficiência respiratória. Requer internação hospitalar e, frequentemente, cuidados intensivos.
No grau II, o paciente apresenta letargia, desorientação temporal e flapping evidente, mas ainda responde a estímulos verbais. No grau III, o paciente está em semi-estupor, respondendo apenas a estímulos dolorosos, indicando maior comprometimento da consciência.
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