Encefalopatia Hepática: Entenda o Grau III de West Haven

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

A classificação de West Haven é amplamente utilizada para estratificar a gravidade da Encefalopatia Hepática (EH), com base em manifestações neurológiças e comportamentais. No contexto do grau IIl, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a característica clínica que o distingue dos outros graus e sua implicação prognóstica do respectivo estágio no manejo clínico.

Alternativas

  1. A) Alteração moderada do ciclo sono-vigília, com desorientação temporal e flapping evidente, indicando necessidade de internação hospitalar e suporte ventilatório.
  2. B) Coma profundo com ausência de resposta a estímulos e rigidez postural, requerendo avaliação para transplante hepático.
  3. C) Desorientação severa com flapping persistente, associado a maior risco de complicações metabólicas, mas ainda sem necessidade de intervenção em UTI.
  4. D) Semi-estupor, caracterizado por resposta apenas a estímulos dolorosos, com alto risco de progressão para coma e necessidade de cuidados intensivos.
  5. E) Letargia, irritabilidade, fala arrastada e raciocínio lento, implicando em necessidade de ajuste da terapia farmacológica e correção de fatores precipitantes.

Pérola Clínica

EH West Haven III → Semi-estupor, resposta a estímulos dolorosos, alto risco de coma e UTI.

Resumo-Chave

O grau III da classificação de West Haven para Encefalopatia Hepática é caracterizado por semi-estupor, onde o paciente responde apenas a estímulos dolorosos. Este estágio indica uma deterioração neurológica significativa, com alto risco de progressão para coma e necessidade iminente de cuidados intensivos para suporte e manejo das complicações.

Contexto Educacional

A Encefalopatia Hepática (EH) é uma complicação neuropsiquiátrica da insuficiência hepática, caracterizada por um espectro de anormalidades neurológicas e comportamentais. A classificação de West Haven é a ferramenta mais utilizada para estratificar a gravidade, variando de alterações sutis (grau I) a coma profundo (grau IV). É crucial para o manejo clínico e prognóstico, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A fisiopatologia da EH envolve a acumulação de neurotoxinas, principalmente amônia, devido à falha do fígado em metabolizá-las e à disfunção do ciclo da ureia. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação do estado mental e neurológico do paciente. A identificação precoce e a correta estratificação são vitais para evitar a progressão e suas complicações, como edema cerebral e herniação, especialmente em graus mais avançados. O manejo da EH inclui a identificação e correção de fatores precipitantes, como sangramento gastrointestinal, infecções e desidratação, além do uso de lactulose e rifaximina para reduzir a produção e absorção de amônia. Pacientes com grau III ou IV necessitam de monitorização em UTI, proteção de vias aéreas e suporte intensivo, visando estabilização e, se possível, tratamento da doença hepática subjacente, como transplante hepático.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais do grau III da Encefalopatia Hepática?

O grau III da Encefalopatia Hepática é caracterizado por semi-estupor, onde o paciente apresenta sonolência profunda e só responde a estímulos dolorosos. Pode haver desorientação severa, confusão e flapping persistente.

Qual a implicação prognóstica do grau III na Encefalopatia Hepática?

O grau III indica alto risco de progressão para coma (grau IV) e complicações graves, como broncoaspiração e insuficiência respiratória. Requer internação hospitalar e, frequentemente, cuidados intensivos.

Como diferenciar o grau III do grau II da Encefalopatia Hepática?

No grau II, o paciente apresenta letargia, desorientação temporal e flapping evidente, mas ainda responde a estímulos verbais. No grau III, o paciente está em semi-estupor, respondendo apenas a estímulos dolorosos, indicando maior comprometimento da consciência.

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