HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Trauma pancreático em que há laceração maior sem lesão ductal ou perda de tecido é classificado como:
Trauma pancreático Tipo II = laceração maior sem lesão ductal ou perda de tecido.
A classificação das lesões pancreáticas é fundamental para guiar o manejo e prever o prognóstico. O Tipo II, segundo a escala da AAST (American Association for the Surgery of Trauma), descreve uma laceração maior do pâncreas sem evidência de lesão do ducto pancreático principal ou perda significativa de tecido.
O trauma pancreático é uma lesão abdominal grave e relativamente rara, frequentemente associada a outros traumas de órgãos adjacentes devido à sua localização retroperitoneal. A classificação da lesão pancreática é essencial para determinar a gravidade, o prognóstico e a abordagem terapêutica. A escala mais utilizada é a da American Association for the Surgery of Trauma (AAST), que gradua as lesões de I a V, baseando-se na extensão do dano tecidual e na presença de lesão ductal. O enunciado descreve uma "laceração maior sem lesão ductal ou perda de tecido", que corresponde à lesão de Grau II na classificação da AAST. O Grau I envolve hematoma ou laceração menor sem lesão ductal. O Grau III indica laceração distal com lesão ductal. O Grau IV envolve laceração proximal com lesão ductal. O Grau V é a lesão mais grave, com desintegração da cabeça do pâncreas ou lesão maciça. A presença de lesão ductal é um divisor de águas no manejo, pois aumenta drasticamente o risco de complicações como fístulas pancreáticas e pseudocistos. O diagnóstico do trauma pancreático pode ser desafiador, pois os sintomas iniciais podem ser inespecíficos. A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o principal exame de imagem, mas pode subestimar a gravidade da lesão ductal. O manejo varia desde conservador para lesões de baixo grau sem lesão ductal, até cirúrgico para lesões mais graves, com o objetivo de controlar o sangramento, evitar a contaminação e preservar a função pancreática. A compreensão detalhada desta classificação é vital para residentes de cirurgia e emergência.
A classificação do trauma pancreático é crucial para estratificar a gravidade da lesão, guiar a conduta terapêutica (conservadora ou cirúrgica) e prever complicações como fístulas e pseudocistos.
A lesão do ducto pancreático principal é um fator determinante, pois aumenta significativamente o risco de fístulas pancreáticas e pseudocistos, frequentemente exigindo intervenção cirúrgica para reparo ou derivação.
Os principais métodos diagnósticos incluem tomografia computadorizada com contraste (TC), que pode identificar lacerações e coleções, e, em casos selecionados, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) para avaliar a integridade ductal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo