FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Quanto à classificação do trauma esplênico, correlacione as colunas abaixo e assinale a alternativa correta: | Coluna 1 | Coluna 2 | |---|---| | 1 – I | a. Laceração envolvendo um vaso trabecular | | 2 – II | b. Hematoma subcapsular menor que 10% da superfície | | 3 – III | c. Lesão de um vaso hilar | | 4 – IV | d. Avulsão hilar | | 5 – V | e. Hematoma subcapsular menor que 5 cm |
Trauma esplênico AAST: I (menor) a V (maior), guia manejo conservador vs cirúrgico.
A classificação do trauma esplênico pela escala da AAST (American Association for the Surgery of Trauma) é fundamental para estratificar a gravidade da lesão e guiar a conduta, que pode variar desde o manejo conservador em lesões de baixo grau até a esplenectomia em casos de instabilidade hemodinâmica ou lesões de alto grau.
O trauma esplênico é a lesão de órgão sólido abdominal mais comum em traumas fechados, e sua classificação é crucial para o manejo. A escala de lesões esplênicas da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) é o sistema mais utilizado, categorizando as lesões de Grau I (menor) a Grau V (maior), com base em achados de tomografia computadorizada. A fisiopatologia envolve forças de cisalhamento ou compressão que causam lacerações, hematomas subcapsulares ou intraparenquimatosos, e lesões vasculares. A decisão entre manejo conservador (não operatório) e cirúrgico (esplenorrafia ou esplenectomia) depende primariamente da estabilidade hemodinâmica do paciente e do grau da lesão. Pacientes estáveis com lesões de baixo grau (I-III) são frequentemente candidatos ao manejo conservador, com monitorização intensiva. Lesões de alto grau (IV-V) ou instabilidade hemodinâmica persistente, bem como falha do manejo conservador (sangramento ativo, queda do hematócrito, necessidade transfusional), geralmente exigem intervenção cirúrgica. A esplenectomia, embora salvadora de vidas, acarreta riscos de sepse pós-esplenectomia, tornando a preservação esplênica uma meta sempre que possível.
A classificação AAST padroniza a descrição das lesões esplênicas, permitindo uma avaliação consistente da gravidade e orientando a decisão entre manejo conservador (não operatório) e intervenção cirúrgica, além de predizer o sucesso do tratamento conservador.
O manejo conservador é indicado para pacientes hemodinamicamente estáveis, sem outras lesões abdominais que exijam cirurgia, e geralmente para lesões de graus I a III, embora possa ser tentado em graus mais altos em centros experientes e com monitorização rigorosa.
Os achados incluem hematomas subcapsulares e intraparenquimatosos (tamanho e expansão), lacerações (profundidade e envolvimento de vasos trabeculares/segmentares), e lesões vasculares (pseudoaneurismas, fístulas arteriovenosas, devascularização).
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