FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Em relação aos cistos de colédoco, assinale a alternativa correta.
Cisto de colédoco Tipo II = divertículo sacular do ducto biliar comum (2% dos casos).
A classificação de Todani para cistos de colédoco é essencial para o diagnóstico e manejo. O Tipo II é uma dilatação sacular (divertículo) que se comunica com o ducto biliar comum por uma comunicação estreita, representando cerca de 2% dos casos e com características bem definidas.
Os cistos de colédoco são dilatações congênitas ou adquiridas da árvore biliar, que podem afetar os ductos intra-hepáticos, extra-hepáticos ou ambos. São condições raras, mas importantes devido ao risco de complicações como colangite, pancreatite, cálculos biliares e, mais significativamente, malignidade (colangiocarcinoma), que pode ser de 10% a 30% ao longo da vida. A classificação de Todani é universalmente aceita para descrever esses cistos e orientar a conduta. A classificação de Todani divide os cistos em cinco tipos principais: Tipo I (dilatação cística ou fusiforme do ducto biliar comum, 50-80% dos casos), Tipo II (divertículo sacular do ducto biliar comum, 2%), Tipo III (coledococele, dilatação da porção intraduodenal do colédoco, 1-5%), Tipo IV (múltiplos cistos, intra e/ou extra-hepáticos, 15-20%) e Tipo V (doença de Caroli, dilatações císticas dos ductos intra-hepáticos, 5-10%). Cada tipo tem características anatômicas e implicações clínicas distintas, influenciando a abordagem terapêutica. O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM), que permite uma avaliação detalhada da anatomia biliar. O tratamento é predominantemente cirúrgico e visa a ressecção completa do cisto para prevenir complicações e o risco de malignidade, com reconstrução do trato biliar, geralmente por uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. O prognóstico depende do tipo de cisto, da presença de complicações e da ressecção completa, sendo essencial o acompanhamento a longo prazo.
A classificação de Todani é fundamental para padronizar o diagnóstico, guiar a conduta cirúrgica e prever o prognóstico, incluindo o risco de malignidade, que varia significativamente entre os diferentes tipos de cistos de colédoco.
O tipo I (dilatação cística ou fusiforme do ducto biliar comum) é o mais comum, representando 50-80% dos casos. O tipo IV (múltiplos cistos intra e/ou extra-hepáticos) é o segundo mais frequente, com 15-20% dos casos.
Uma coledococele é uma dilatação cística limitada à porção intraduodenal do ducto colédoco, que se projeta para dentro do duodeno. Corresponde ao cisto de colédoco Tipo III na classificação de Todani.
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