HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Uma paciente jovem apresenta colangites de repetição e colangioressonância sugerindo doença cística da via biliar com múltiplas dilatações da árvore biliar extra hepática, sem alterações intra hepáticas. O caso dessa paciente corresponde a qual tipo da Classificação de Todani?
Cisto de colédoco tipo II de Todani = divertículo do ducto biliar extra-hepático.
A Classificação de Todani é essencial para categorizar as malformações congênitas da via biliar, sendo o tipo II caracterizado por um divertículo que se projeta da parede do ducto biliar extra-hepático, sem envolvimento intra-hepático, e frequentemente associado a colangites de repetição.
Os cistos de colédoco são malformações congênitas raras da via biliar, caracterizadas por dilatações císticas dos ductos biliares. São mais comuns em mulheres e asiáticos, e sua importância clínica reside no risco de complicações graves, como colangite, pancreatite e malignização (colangiocarcinoma), especialmente se não tratados. A Classificação de Todani é fundamental para o diagnóstico e planejamento cirúrgico. O tipo II, como descrito na questão, é um divertículo que se projeta da parede do ducto biliar extra-hepático, sem envolvimento intra-hepático. A fisiopatologia envolve uma anomalia na junção biliopancreática, levando a refluxo de suco pancreático para a via biliar, causando inflamação e dilatação. O diagnóstico é primariamente por colangioressonância. O tratamento é cirúrgico e consiste na excisão do cisto e reconstrução da via biliar, geralmente com uma hepaticojejunostomia em Y de Roux. A excisão completa é crucial para prevenir complicações e reduzir o risco de malignidade. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento a longo prazo é necessário devido ao risco residual de colangiocarcinoma.
Os principais tipos são: I (dilatação cística ou fusiforme do ducto biliar comum), II (divertículo do ducto biliar), III (coledococele), IV (múltiplas dilatações intra e/ou extra-hepáticas) e V (doença de Caroli, dilatações intra-hepáticas).
As complicações incluem colangite de repetição, pancreatite, formação de cálculos, cirrose biliar secundária e, mais gravemente, risco aumentado de colangiocarcinoma, que é uma preocupação a longo prazo.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, colangioressonância (MRCP), que oferece excelente detalhe da árvore biliar e da junção biliopancreática.
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