Cistos Biliares: Classificação de Todani e Tipos I/IVA

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021

Enunciado

Os cistos biliares são classificados de acordo com a classificação de Todani. O tipo I é o mais frequente (50-85%), seguido pelo tipo IVA. As características anatômicas dos cistos de Todani IA e todani IV A são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) divertículo verdadeiro de ducto extra-hepático e coledocele ou duplicação duodenal.
  2. B) cistos intra-hepáticos, sem acometimento extra-hepático (doença de Caroli) e cisto limitado ao trato biliar extra-hepático.
  3. C) coledocele ou duplicação duodenal e cisto limitado ao trato biliar extra-hepático.
  4. D) cisto limitado ao trato biliar extra-hepático com dilatação cística sacular de toda via biliar extra-hepática e múltiplos cistos na via biliar intra e extra-hepática.
  5. E) cistos intra-hepáticos, sem acometimento extra-hepático (doença de Caroli) e cisto limitado ao trato biliar extra-hepático.

Pérola Clínica

Todani I = cisto extra-hepático limitado; Todani IVA = múltiplos cistos intra e extra-hepáticos.

Resumo-Chave

A classificação de Todani é crucial para diferenciar os tipos de cistos biliares, guiando o manejo cirúrgico e o prognóstico. O tipo I é o mais comum, envolvendo o ducto biliar extra-hepático, enquanto o tipo IVA afeta tanto as vias intra quanto extra-hepáticas.

Contexto Educacional

Os cistos biliares são dilatações congênitas ou adquiridas da árvore biliar, com uma incidência estimada de 1:100.000 a 1:150.000 nascimentos, sendo mais comuns em mulheres e em populações asiáticas. A classificação de Todani é o sistema mais utilizado para categorizá-los, o que é crucial para o diagnóstico, planejamento terapêutico e avaliação do risco de malignidade, especialmente o colangiocarcinoma. O diagnóstico geralmente é feito na infância, mas pode ocorrer em adultos, manifestando-se com dor abdominal, icterícia e massa palpável. A ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e colangiografia endoscópica retrógrada (CPER) são exames essenciais para a caracterização anatômica. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas biliares atípicos ou recorrentes. O tratamento dos cistos biliares é predominantemente cirúrgico, visando a ressecção completa do cisto para prevenir complicações como colangite, pancreatite e, principalmente, a transformação maligna. O prognóstico é geralmente bom quando o tratamento é realizado precocemente, mas o acompanhamento a longo prazo é necessário devido ao risco residual de malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos da classificação de Todani para cistos biliares?

A classificação de Todani divide os cistos biliares em cinco tipos principais (I a V), baseando-se na localização e morfologia da dilatação. Os tipos I e IVA são os mais frequentes.

Qual a diferença anatômica entre os cistos de Todani tipo I e tipo IVA?

O cisto de Todani tipo I é uma dilatação cística do ducto biliar extra-hepático, enquanto o tipo IVA envolve múltiplos cistos tanto nas vias biliares intra-hepáticas quanto extra-hepáticas.

Qual a importância da classificação de Todani no manejo dos cistos biliares?

A classificação de Todani é fundamental para determinar a abordagem cirúrgica adequada, avaliar o risco de malignidade e prever o prognóstico dos pacientes com cistos biliares.

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