Classificação TASC II nas Lesões Aorto-ilíacas

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 72 anos de idade, procura o ambulatório com queixa de dor em membros inferiores à deambulação, há dois anos, com piora nos últimos meses. O paciente refere, também, disfunção erétil em tratamento clínico. Portador de hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus. Ao exame físico, bom estado geral, FC: 72 bpm, PA: 138x82 mmHg; ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas e em três tempos; ausculta respiratória sem alterações; abdome plano, flácido e indolor; pulsos femorais +2/+4 e rítmicos.\n\nQuanto à classificação para lesões aorto-ilíacas, descrita na diretriz TASC II (Transatlantic Consensos Document on Management of Peripheral Arterial Disease), é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) As lesões tipo A são apenas unilaterais na artéria ilíaca comum.
  2. B) Na lesão tipo B ocorre estenose da artéria ilíaca externa com extensão para a artéria femoral comum.
  3. C) As lesões tipo C podem ser oclusões unilaterais simples das artérias ilíacas comuns.
  4. D) Na lesão tipo D ocorre oclusão aortoilíaca infrarenal.

Pérola Clínica

TASC D = Oclusão aorto-ilíaca infra-renal ou oclusões bilaterais extensas; indicação clássica de cirurgia aberta.

Resumo-Chave

A classificação TASC II categoriza lesões arteriais de A a D para orientar a terapia: lesões A e B favorecem endovascular, enquanto C e D frequentemente requerem bypass cirúrgico.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação sistêmica da aterosclerose. A classificação TASC II (Trans-Atlantic Inter-Society Consensus) foi criada para padronizar o manejo das lesões aorto-ilíacas e infra-inguinais. Pacientes com lesões aorto-ilíacas frequentemente apresentam a Síndrome de Leriche (claudicação de glúteos/coxas, disfunção erétil e ausência de pulsos femorais).\n\nA escolha entre o tratamento endovascular e a cirurgia aberta depende não apenas da anatomia (TASC), mas também do risco cirúrgico do paciente e da gravidade dos sintomas (Classificação de Fontaine ou Rutherford). O TASC D representa o desafio máximo, onde a oclusão total da aorta infra-renal exige técnicas de revascularização complexas para salvar o membro e melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

O que define uma lesão TASC D no território aorto-ilíaco?

As lesões TASC D incluem oclusões aorto-ilíacas infra-renais, oclusões difusas envolvendo a aorta e ambas as artérias ilíacas, ou oclusões ilíacas em pacientes com aneurismas aórticos ou outras lesões que requeiram cirurgia aberta. São lesões complexas onde o tratamento cirúrgico convencional (como o bypass aortobifemoral) apresenta melhores resultados a longo prazo.

Qual a conduta recomendada para lesões TASC A?

Lesões TASC A são estenoses curtas (≤ 3 cm) e unilaterais na artéria ilíaca comum ou externa. O tratamento de escolha é quase exclusivamente endovascular (angioplastia com ou sem stent), devido às excelentes taxas de patência e baixo risco de complicações em comparação à cirurgia aberta.

Como a classificação TASC II orienta a decisão entre cirurgia e endovascular?

A classificação baseia-se na extensão e complexidade da carga aterosclerótica. Tipos A e B têm anatomia favorável para técnicas percutâneas. Tipo C pode ser tratado por ambas, dependendo das comorbidades do paciente. Tipo D, por ser extensamente obstrutivo, tradicionalmente favorece a cirurgia aberta, embora avanços endovasculares estejam desafiando essa fronteira em pacientes de alto risco cirúrgico.

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