HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Paciente 48 anos, submetido a colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda e necrose da vesícula biliar. Recebeu alta hospitalar em 48 h mas retornou a emergência 7 dias após a alta com quadro de icterícia, dor, inapetência e febre. Ultrassonografia identificou dilatação das vias biliares intrahepáticas e ausência de coleções cavitarias. Realizou drenagem percutânea transhepatica para drenagem biliar conforme imagem abaixo.De acordo com a colangiografia , qual tipo de lesão segundo a classificação de Strasberg :
Lesão biliar pós-colecistectomia: Strasberg E1 = lesão do ducto hepático comum com coto > 2 cm.
A classificação de Strasberg é essencial para categorizar lesões de via biliar, frequentemente resultantes de colecistectomia laparoscópica. A lesão tipo E1 refere-se a uma transecção ou estenose do ducto hepático comum, com um coto proximal remanescente maior que 2 cm da confluência dos ductos hepáticos. Essa classificação guia o planejamento terapêutico e o prognóstico.
As lesões de via biliar são as complicações mais temidas da colecistectomia, especialmente a laparoscópica, e representam um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. A incidência varia, mas pode levar a morbidade e mortalidade consideráveis se não forem prontamente reconhecidas e tratadas. A icterícia pós-operatória, dor abdominal e febre são sinais de alerta que exigem investigação imediata. A classificação de Strasberg é a ferramenta mais utilizada para categorizar essas lesões, fornecendo uma linguagem comum para descrever a anatomia da lesão e orientar o manejo. Ela divide as lesões em tipos A a E, com o tipo E subdividido de E1 a E5, dependendo da localização e extensão do dano ao ducto hepático comum ou seus ramos. O tipo E1, por exemplo, refere-se a uma lesão do ducto hepático comum com um coto proximal remanescente maior que 2 cm da confluência biliar. O diagnóstico de uma lesão de via biliar frequentemente envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e, em muitos casos, colangiografia (endoscópica ou percutânea) para detalhar a anatomia da lesão. O tratamento varia desde drenagem percutânea ou endoscópica para lesões mais simples (como as do tipo A ou B) até reparos cirúrgicos complexos, como a anastomose bilioentérica (hepático-jejunostomia em Y de Roux), para lesões mais graves (tipo E). O prognóstico a longo prazo depende da detecção precoce, do tipo de lesão e da experiência da equipe cirúrgica.
A classificação de Strasberg é um sistema utilizado para categorizar lesões do ducto biliar, geralmente ocorridas durante colecistectomias. Ela descreve a localização e a extensão da lesão, variando de A (lesões do ducto cístico) a E (lesões do ducto hepático comum ou de seus ramos, com subtipos E1 a E5), além de lesões vasculares.
Uma lesão de Strasberg tipo E1 é caracterizada por uma transecção ou estenose do ducto hepático comum, onde o coto proximal remanescente do ducto é longo, medindo mais de 2 cm de distância da confluência dos ductos hepáticos direito e esquerdo. Isso geralmente permite uma anastomose bilioentérica mais fácil.
A classificação de Strasberg é crucial para determinar a melhor abordagem terapêutica para a lesão biliar. Lesões de baixo grau (A, B, C) podem ser manejadas com drenagem ou endoscopia, enquanto lesões de alto grau (D, E) frequentemente exigem reparo cirúrgico complexo, como anastomose bilioentérica, e o tipo específico de E (E1-E5) define a complexidade do reparo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo