SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
O adenocarcinoma gástrico pode localizar-se em todas as regiões do estômago. As neoplasias localizadas próximas a cárdia são classificadas de acordo com a classificação de Siewert. Sobre essa classificação, é correto afirmar que:
Siewert I: 1-5cm acima da JEG; II: 1cm acima a 2cm abaixo; III: 2-5cm abaixo da JEG.
A classificação de Siewert define a abordagem cirúrgica para tumores da transição esofagogástrica, categorizando-os em esofágicos distais (I), cárdia real (II) ou subcardiais (III).
A classificação de Siewert é o padrão internacional para descrever adenocarcinomas que cruzam ou se aproximam da junção esofagogástrica. Ela é fundamental porque o comportamento biológico e a drenagem linfática variam significativamente entre as zonas. O Tipo I tem comportamento de câncer de esôfago, enquanto o Tipo III se comporta como câncer gástrico. Na prática clínica, a definição exata da localização tumoral por endoscopia e exames de imagem orienta se o paciente será submetido a uma esofagectomia (com reconstrução por tubo gástrico) ou uma gastrectomia total (com reconstrução em Y de Roux). A alternativa correta da questão destaca que o Tipo I localiza-se na região superior à junção, sendo o adenocarcinoma o tipo histológico predominante nessa topografia quando associado a refluxo crônico.
O Tipo I compreende lesões localizadas entre 1 cm e 5 cm acima da junção esofagogástrica (JEG). São considerados adenocarcinomas do esôfago distal, frequentemente associados ao esôfago de Barrett, e o tratamento cirúrgico padrão costuma ser a esofagectomia com linfadenectomia mediastinal e abdominal superior.
O Tipo II é o carcinoma da cárdia propriamente dito, localizado entre 1 cm acima e 2 cm abaixo da JEG. A escolha entre esofagectomia distal ou gastrectomia total depende da extensão tumoral e do status das margens, sendo uma zona de transição cirúrgica complexa.
Enquanto o Tipo II é o tumor da cárdia, o Tipo III situa-se entre 2 cm e 5 cm abaixo da JEG (subcardial). O Tipo III é manejado como um câncer gástrico proximal, exigindo geralmente gastrectomia total com linfadenectomia D2 para controle oncológico adequado.
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