Classificação de Schilling: Entenda a Relação Trabalho-Doença

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Sobre a classificação de Schilling, analise os itens que seguem. I. No grupo I de Schilling o trabalho é considerado como fator agravante para a doença, como no agravamento de asma preexistente, por exemplo.II. No grupo II de Schilling o trabalho é fator contributivo, mas não necessário. III. No grupo III de Schilling o trabalho é considerado como causa básica da doença, como, por exemplo, no surgimento depneumoconioses.Pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) apenas os itens I e II estão corretos.
  2. B) apenas os itens I e II estão corretos.
  3. C) apenas os itens I e II estão corretos.
  4. D) apenas o item II está correto.
  5. E) todos os itens estão corretos.

Pérola Clínica

Schilling: Grupo I = trabalho como causa; Grupo II = trabalho como fator contributivo; Grupo III = trabalho como agravante.

Resumo-Chave

A classificação de Schilling categoriza a relação entre trabalho e doença. O Grupo I refere-se a doenças causadas pelo trabalho (ex: pneumoconioses). O Grupo II são doenças em que o trabalho é um fator contributivo, mas não exclusivo (ex: hipertensão). O Grupo III são doenças agravadas pelo trabalho (ex: asma preexistente). Portanto, apenas o item II está correto na descrição fornecida.

Contexto Educacional

A Classificação de Schilling é uma ferramenta essencial na Medicina do Trabalho para estabelecer o nexo causal entre a atividade laboral e o processo saúde-doença. Ela categoriza as doenças em três grupos principais, facilitando a compreensão da etiologia e a tomada de decisões em saúde ocupacional, tanto para fins preventivos quanto para a concessão de direitos trabalhistas e previdenciários. O Grupo I engloba as doenças em que o trabalho é a causa necessária e suficiente, ou seja, a doença não ocorreria sem a exposição ocupacional (ex: pneumoconioses, intoxicações específicas). O Grupo II inclui as doenças em que o trabalho é um fator contributivo, mas não exclusivo, ou seja, a doença pode ter outras causas, mas a exposição ocupacional contribui significativamente para seu desenvolvimento (ex: Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho - DORT, algumas doenças cardiovasculares). O Grupo III refere-se a doenças preexistentes que são agravadas pelo trabalho (ex: asma brônquica, dermatites, varizes). Para residentes de Medicina do Trabalho e outras especialidades, a correta aplicação da Classificação de Schilling é vital para a avaliação de casos de doenças relacionadas ao trabalho, permitindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica adequada, além de orientar medidas de prevenção e promoção da saúde no ambiente de trabalho. A confusão entre os grupos pode levar a erros de diagnóstico e manejo.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da Classificação de Schilling na Medicina do Trabalho?

A Classificação de Schilling é fundamental para estabelecer o nexo causal entre a exposição ocupacional e o desenvolvimento ou agravamento de doenças, auxiliando no diagnóstico, prevenção e na concessão de benefícios previdenciários.

Dê exemplos de doenças do Grupo I da Classificação de Schilling.

Doenças do Grupo I são aquelas em que o trabalho é a causa necessária e suficiente, como as pneumoconioses (silicose, asbestose), intoxicações por metais pesados e dermatites de contato ocupacionais.

Como o Grupo III de Schilling difere do Grupo II?

O Grupo III (doenças agravadas pelo trabalho) refere-se a condições preexistentes que pioram devido à atividade laboral (ex: asma, varizes). O Grupo II (doenças com fator contributivo) são aquelas em que o trabalho contribui, mas não é a única causa (ex: DORT, hipertensão).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo