UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
De acordo com a classificação da oclusão arterial aguda, proposta por Rutherford, a alternativa que apresenta a correlação correta entre o grau e os sinais e sintomas é:
Rutherford I = Membro viável, sem déficit neurológico ou motor, Doppler arterial audível.
A classificação de Rutherford categoriza a gravidade da isquemia aguda para definir a urgência da intervenção, sendo o grau I o estágio de viabilidade plena.
A oclusão arterial aguda é uma síndrome clínica caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para uma extremidade, geralmente por embolia ou trombose in situ. A Classificação de Rutherford é a ferramenta universalmente aceita para estratificar esses pacientes. Ela se baseia na presença de dor, perda de sensibilidade, fraqueza muscular e audibilidade de sinais ao Doppler. A identificação correta do estágio é vital: pacientes em estágio I podem ser submetidos a exames de imagem (angiotomografia ou arteriografia) para planejamento; pacientes em estágio IIb precisam de intervenção cirúrgica ou endovascular imediata para salvar o membro; e pacientes em estágio III requerem manejo de suporte e amputação para evitar complicações sistêmicas como a síndrome de reperfusão e insuficiência renal aguda por mioglobinúria.
O Grau I de Rutherford define um membro que não está imediatamente ameaçado. Clinicamente, o paciente não apresenta perda sensorial (anestesia) nem fraqueza muscular (paralisia). Os sinais de Doppler arterial e venoso são audíveis. É o estágio de isquemia onde há tempo para avaliação diagnóstica completa antes da intervenção.
Ambos representam membros ameaçados. No IIa (ameaça marginal), há perda sensorial mínima ou nula limitada aos artelhos e sem fraqueza muscular. No IIb (ameaça imediata), a perda sensorial é mais extensa, e já existe fraqueza muscular (paresia) leve a moderada. O Doppler arterial costuma ser inaudível no IIb, exigindo revascularização imediata.
O Grau III indica isquemia irreversível com dano nervoso e muscular permanente. Caracteriza-se por perda sensorial profunda (anestesia total), paralisia muscular completa (rigidez), ausência de sinais Doppler (arterial e venoso) e sinais de necrose cutânea. Nestes casos, a revascularização não é indicada, e a amputação é geralmente necessária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo