PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A classificação de Rutherford é utilizada para avaliar a gravidade da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) e divide-se em duas classificações, avaliando separadamente isquemia crônica ameaçadora de membro (ICAM) e isquemia de membro aguda (IMA). Ao se considerar a ICAM, o que caracteriza a classificação Rutherford estágio 3?
Rutherford estágio 3 (ICAM) = Dor de repouso; claudicação severa é estágio 2.
A classificação de Rutherford avalia a gravidade da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), dividindo-a em categorias para Isquemia Crônica Ameaçadora de Membro (ICAM) e Isquemia de Membro Aguda (IMA). Na ICAM, o estágio 3 é caracterizado pela dor de repouso, que é uma dor isquêmica persistente no pé ou dedos, aliviada pela dependência. A claudicação severa, embora limitante, ainda se enquadra no estágio 2.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição comum que afeta os vasos sanguíneos fora do coração e do cérebro, mais frequentemente as artérias dos membros inferiores. É causada principalmente pela aterosclerose e pode levar a uma série de sintomas, desde claudicação intermitente até isquemia crítica de membro, que pode resultar em perda do membro. A classificação de Rutherford é uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar a gravidade da DAOP, auxiliando na decisão terapêutica e no prognóstico. A classificação de Rutherford divide a DAOP em categorias que avaliam separadamente a isquemia crônica ameaçadora de membro (ICAM) e a isquemia de membro aguda (IMA). Para a ICAM, os estágios progridem de assintomático (estágio 0) até gangrena extensa (estágio 6). O estágio 1 corresponde à claudicação leve, e o estágio 2 à claudicação moderada ou severa, onde a dor ocorre durante o exercício e é aliviada pelo repouso. O estágio 3 é um ponto de virada importante, caracterizado pela dor de repouso. Esta é uma dor isquêmica persistente, tipicamente nos pés ou dedos, que não é aliviada pelo repouso e pode ser excruciante, frequentemente piorando à noite. A dor de repouso indica um grau mais avançado de isquemia e um risco aumentado de perda do membro se não tratada. Os estágios 4, 5 e 6 envolvem lesões tróficas e necrose, representando a isquemia crítica de membro. Compreender esses estágios é fundamental para o manejo adequado dos pacientes com DAOP, desde a indicação de tratamento clínico até a necessidade de revascularização.
A claudicação intermitente é uma dor muscular induzida pelo exercício e aliviada pelo repouso, enquanto a dor de repouso é uma dor isquêmica persistente que ocorre mesmo sem atividade física, geralmente nos pés e dedos, e é aliviada pela dependência do membro.
O estágio 3 da classificação de Rutherford para ICAM é caracterizado pela presença de dor de repouso, que é uma dor isquêmica persistente, geralmente noturna, que afeta o pé ou os dedos e é aliviada pela posição de dependência do membro.
Os estágios mais avançados da DAOP, indicando isquemia crítica de membro, são o estágio 4 (úlceras isquêmicas menores), estágio 5 (úlceras isquêmicas maiores ou necrose limitada) e estágio 6 (necrose extensa ou gangrena).
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