Oclusão Arterial Aguda: Classificação de Rutherford e Viabilidade

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente cardiopata, 55 anos de idade, hipertenso, atendido no pronto-socorro, com dor, em repouso, no membro inferior direito, sem déficit neurológico sensitivo ou motor, enchimento capilar normal. Ao Doppler, apresenta sinais arteriais e venosos audíveis e pressão no tornozelo de 80 mmHg.Em relação à classificação de Rututheford para a viabilidade dos membros na oclusão arterial aguda, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Rutherford I, membro viável.
  2. B) Rutherford I, membro marginalmente ameaçado.
  3. C) Rutherford IIa, membro marginalmente ameaçado.
  4. D) Rutherford IIb, membro com ameaça imediata.
  5. E) Rutherford III, membro inviável.

Pérola Clínica

Rutherford I (membro viável): sem déficit sensitivo/motor, sinais arteriais audíveis, sem ameaça imediata.

Resumo-Chave

A classificação de Rutherford avalia a viabilidade do membro na oclusão arterial aguda. Rutherford I indica membro viável, com dor em repouso, mas sem déficits neurológicos ou isquemia grave, permitindo tempo para investigação e planejamento do tratamento.

Contexto Educacional

A oclusão arterial aguda (OAA) é uma emergência vascular que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar o membro. A classificação de Rutherford é uma ferramenta crucial para avaliar a gravidade da isquemia e a viabilidade do membro, guiando a conduta terapêutica. Ela se baseia na presença de dor, déficits neurológicos (sensitivos e motores) e na ausência de sinais arteriais ao Doppler. A classe Rutherford I (membro viável) é caracterizada por dor em repouso, mas sem déficits sensitivos ou motores. Os sinais arteriais podem estar ausentes ou diminuídos, mas ainda audíveis ao Doppler, e o enchimento capilar pode ser normal ou levemente prolongado. Esta categoria indica que o membro não está sob ameaça imediata de perda, permitindo tempo para uma avaliação diagnóstica mais aprofundada e planejamento do tratamento. Já as classes IIa (marginalmente ameaçado) e IIb (imediatamente ameaçado) apresentam déficits sensitivos e/ou motores, indicando isquemia mais grave e necessidade de intervenção mais urgente. A classe III (membro inviável) é caracterizada por isquemia irreversível, com déficits neurológicos graves e necrose tecidual, geralmente indicando a necessidade de amputação. A avaliação cuidadosa dos sintomas e sinais clínicos é fundamental para a correta classificação e manejo da OAA.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios da classificação de Rutherford para oclusão arterial aguda?

A classificação de Rutherford avalia a viabilidade do membro com base na presença de dor, déficits sensitivos e motores, e na ausência de sinais arteriais ao Doppler. As classes variam de I (membro viável) a III (membro inviável).

Como diferenciar um membro viável (Rutherford I) de um marginalmente ameaçado (Rutherford IIa)?

Um membro Rutherford I apresenta dor em repouso, mas sem déficits sensitivos ou motores, e sinais arteriais audíveis ao Doppler. Já o Rutherford IIa tem déficit sensitivo mínimo ou ausente, mas sem fraqueza motora, e sinais arteriais inaudíveis ao Doppler.

Qual a importância da avaliação neurológica na classificação de Rutherford?

A avaliação neurológica (sensibilidade e motricidade) é crucial na classificação de Rutherford, pois a presença de déficits indica isquemia mais grave e progressão para as classes IIa, IIb ou III, que exigem intervenção mais urgente para salvar o membro.

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