Classificação de Robson: Entenda os Critérios da OMS para Cesarianas

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020

Enunciado

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a classificação de Robson para todas as instituições e maternidades no mundo, como forma de classificar, monitorar e avaliar as taxas de cesarianas. Essa classificação divide gestantes em grupos de mulheres homogêneos e consideram para classificação de seus 10 grupos os seguintes itens:

Alternativas

  1. A) Idade gestacional (termo ou pré termo, paridade, cesariana prévia, uso de medicamentos anteriores ao parto, número de consultas no pré natal, apresentação fetal.
  2. B) Idade gestacional (termo ou pré termo, paridade, cesariana prévia, gestação única ou múltipla, apresentação fetal, início do trabalho de parto (espontâneo, induzido ou cesariana eletiva.
  3. C) Idade gestacional (termo ou pré termo, paridade, risco gestacional (baixo ou alto risco, uso de ocitocina, início do trabalho de parto (espontâneo, induzido ou cesariana eletiva, número de consultas durante pré natal.
  4. D) Idade gestacional (termo ou pré termo, paridade, risco gestacional (baixo ou alto risco, gestação única ou múltipla, apresentação fetal, início do trabalho de parto (espontâneo, induzido ou cesariana prévia.

Pérola Clínica

Classificação de Robson (OMS) para cesarianas = IG, paridade, cesariana prévia, gestação (única/múltipla), apresentação fetal, início TP.

Resumo-Chave

A Classificação de Robson, recomendada pela OMS, é uma ferramenta global para monitorar e comparar taxas de cesariana. Ela categoriza gestantes em 10 grupos homogêneos baseados em seis critérios-chave: idade gestacional (termo/pré-termo), paridade, história de cesariana prévia, número de fetos (única/múltipla), apresentação fetal e início do trabalho de parto (espontâneo/induzido/cesariana eletiva).

Contexto Educacional

A Classificação de Robson, também conhecida como '10 Grupos de Robson', é uma ferramenta desenvolvida para padronizar a classificação de mulheres em trabalho de parto, permitindo a análise e comparação das taxas de cesariana entre diferentes instituições e regiões. Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ela é fundamental para monitorar tendências, identificar grupos de risco e implementar estratégias eficazes para reduzir cesarianas desnecessárias. Os 10 grupos são formados a partir de seis critérios obstétricos simples e mutuamente exclusivos, que são facilmente coletados e não exigem julgamento clínico complexo. Esses critérios incluem: idade gestacional (a termo ou pré-termo), paridade (nulípara ou multípara), história de cesariana prévia, número de fetos (gestação única ou múltipla), apresentação fetal (cefálica, pélvica ou transversa) e o modo de início do trabalho de parto (espontâneo, induzido ou cesariana eletiva). A aplicação da Classificação de Robson permite que os gestores de saúde e profissionais identifiquem quais grupos de mulheres contribuem mais para a taxa geral de cesarianas em uma determinada maternidade. Com essa informação, é possível desenvolver e implementar intervenções direcionadas, como protocolos para indução do parto, manejo do trabalho de parto prolongado ou promoção do parto vaginal após cesariana, visando otimizar os resultados maternos e neonatais e promover partos mais fisiológicos.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da Classificação de Robson para a saúde pública?

A Classificação de Robson padroniza a categorização de gestantes, permitindo que hospitais e países comparem suas taxas de cesariana de forma justa, identifiquem grupos de risco para cesariana desnecessária e implementem intervenções para otimizar as práticas de parto.

Quais são os seis critérios principais da Classificação de Robson?

Os seis critérios são: idade gestacional (termo ou pré-termo), paridade (nulípara, multípara), cesariana prévia, gestação (única ou múltipla), apresentação fetal (cefálica, pélvica, transversa) e início do trabalho de parto (espontâneo, induzido ou cesariana eletiva).

Como a Classificação de Robson ajuda a reduzir as taxas de cesariana?

Ao identificar os grupos que mais contribuem para as taxas elevadas de cesariana, a classificação permite que as instituições foquem em estratégias específicas para esses grupos, como otimizar a indução do parto, promover o parto vaginal após cesariana (PVAC) ou melhorar o manejo do trabalho de parto.

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