FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
O Pé Diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e suas consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo, desde feridas crônicas e infecções até amputações de membros inferiores. O exame periódico dos pés propicia a identificação precoce e o tratamento oportuno das alterações encontradas, possibilitando, assim, a prevenção de um número expressivo de complicações do Pé Diabético. Sobre a classificação de risco do Pé Diabético, está CORRETA a alternativa:
Classificação risco Pé Diabético: Grau 2 = Doença Arterial Periférica (DAP) ± neuropatia.
A classificação de risco do Pé Diabético é crucial para estratificar pacientes e guiar a prevenção de complicações. O Grau 2 indica a presença de Doença Arterial Periférica, com ou sem neuropatia, elevando significativamente o risco de úlceras e amputações.
O Pé Diabético é uma das complicações crônicas mais devastadoras do Diabetes Mellitus, afetando milhões de indivíduos globalmente. Caracteriza-se por alterações neurológicas, vasculares e ortopédicas que predispõem à formação de úlceras, infecções e, em casos graves, amputações de membros inferiores. A sua prevalência é alta e representa uma das principais causas de internação hospitalar e morbimortalidade em pacientes diabéticos, impactando significativamente a qualidade de vida. A identificação precoce e a estratificação de risco são pilares fundamentais na prevenção do Pé Diabético. A classificação de risco, como a proposta pela Sociedade Brasileira de Diabetes, categoriza os pacientes com base na presença de neuropatia, doença arterial periférica (DAP) e história de úlceras ou amputações. O Grau 0 indica ausência de neuropatia ou DAP, mas pode incluir deformidades; o Grau 1, a presença de neuropatia isolada; o Grau 2, a presença de DAP, com ou sem neuropatia; e o Grau 3, história prévia de úlcera ou amputação. O manejo do Pé Diabético envolve uma abordagem multidisciplinar, com foco na prevenção primária e secundária. Isso inclui educação do paciente, exame regular dos pés, controle glicêmico rigoroso, tratamento de deformidades, uso de calçados adequados e, quando necessário, intervenções para revascularização e tratamento de infecções. A compreensão da classificação de risco é essencial para guiar a frequência das avaliações e as estratégias de intervenção, visando a redução das taxas de amputação e a melhoria dos desfechos clínicos.
Os principais fatores de risco incluem neuropatia diabética (sensitiva, motora e autonômica), doença arterial periférica, deformidades nos pés, história prévia de úlcera ou amputação, e controle glicêmico inadequado.
A classificação de risco divide os pacientes em graus (0 a 3) com base na presença de neuropatia, doença arterial periférica e história de úlceras/amputações. Ela é relevante para determinar a frequência do exame dos pés e as medidas preventivas necessárias.
O exame periódico dos pés permite a identificação precoce de alterações como neuropatia, isquemia, deformidades e lesões pré-ulcerativas, possibilitando intervenções oportunas e reduzindo drasticamente o risco de complicações graves como úlceras e amputações.
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