Dengue: Critérios de Internação e Manejo de Grupos C e D

UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

No que diz respeito ao estadiamento e ao tratamento dos casos suspeitos de dengue, julgue o item subsequente.Pacientes do sexo masculino, em idade adulta, com hematócrito de 50%, plaquetas de 100.000/mm³ e leucócitos de 900/mm³ devem ser imediatamente encaminhados para tratamento hospitalar em unidade de terapia intensiva.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Sinais de alarme → Internação (Grupo C); Choque/Disfunção orgânica → UTI (Grupo D).

Resumo-Chave

A presença de hemoconcentração e plaquetopenia indica sinais de alarme (Grupo C), exigindo internação hospitalar, mas não necessariamente UTI imediata, reservada para o Grupo D.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose dinâmica onde a fase crítica ocorre geralmente após a defervescência da febre. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é fundamental para reduzir a letalidade. O Ministério da Saúde divide os pacientes em grupos (A, B, C e D) para padronizar o atendimento. O Grupo C apresenta sinais de alarme e requer internação em enfermaria, enquanto o Grupo D apresenta sinais de choque ou gravidade extrema, exigindo UTI. A conduta correta evita a sobrecarga do sistema e garante o suporte adequado a cada nível de gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na dengue?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa, sangramento de mucosa, letargia ou irritabilidade e aumento progressivo do hematócrito. A presença de qualquer um desses classifica o paciente no Grupo C, exigindo hidratação venosa imediata e internação em leito hospitalar para monitorização contínua, visando prevenir a progressão para o choque.

Quando um paciente com dengue deve ir para a UTI?

A indicação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocorre para pacientes classificados no Grupo D. Isso inclui casos de choque (pulso fino, extremidades frias, enchimento capilar lento, hipotensão arterial), desconforto respiratório grave, sangramento grave (hematêmese, melena, sangramento do SNC) ou disfunção grave de órgãos (encefalite, miocardite, hepatite grave com AST/ALT > 1000). O manejo requer monitorização hemodinâmica invasiva e suporte avançado de vida.

Como interpretar o hematócrito no estadiamento da dengue?

O hematócrito é um marcador indireto de extravasamento plasmático. Um aumento de 20% em relação ao valor basal (ou valores absolutos elevados na ausência de basal) sugere hemoconcentração. Na dengue, o aumento progressivo do hematócrito concomitante à queda rápida de plaquetas é um sinal de alarme clássico. Contudo, isoladamente, sem sinais de choque ou disfunção orgânica grave, ele direciona para o Grupo C e não obrigatoriamente para a UTI.

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