CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Sobre a classificação de Risco e Manejo do paciente com dengue, marque a alternativa CORRETA:
Dengue Grupo D → Sinais de choque, dengue grave, manejo intensivo em UTI.
A classificação de risco da dengue (A, B, C, D) é crucial para guiar o manejo. O Grupo D indica dengue grave com choque, exigindo internação imediata e tratamento intensivo devido ao alto risco de óbito se não tratado prontamente.
A dengue é uma doença febril aguda de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. A classificação de risco é uma ferramenta fundamental para estratificar a gravidade e guiar o manejo, visando reduzir a morbimortalidade. Essa classificação divide os pacientes em quatro grupos (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme, comorbidades e sinais de choque, permitindo uma abordagem terapêutica individualizada. O diagnóstico precoce e a correta classificação são cruciais. O Grupo A inclui casos sem sinais de alarme ou comorbidades, manejados ambulatorialmente com hidratação oral. O Grupo B possui comorbidades ou risco social, exigindo hidratação oral supervisionada. O Grupo C apresenta sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, hepatomegalia, hemoconcentração), necessitando de internação para hidratação venosa. O Grupo D, foco da questão, é a dengue grave com choque, sangramento grave ou disfunção orgânica. O tratamento da dengue é de suporte, com ênfase na hidratação adequada. Pacientes do Grupo D exigem manejo intensivo em UTI, com reposição volêmica agressiva e monitorização contínua para prevenir complicações graves como a síndrome do choque da dengue e a falência de múltiplos órgãos, que podem ser fatais. A identificação rápida dos sinais de choque é vital para um prognóstico favorável e para a instituição de medidas de suporte de vida.
O Grupo D inclui pacientes com sinais de choque (hipotensão, pulso rápido e fraco, extremidades frias, enchimento capilar > 2s, oligúria), sangramento grave ou disfunção orgânica grave (miocardite, encefalopatia, hepatite grave).
A conduta inicial é a internação imediata em UTI ou leito de alta complexidade, com reposição volêmica agressiva com cristaloides (bolus de 20 mL/kg em 15-20 min) e monitorização rigorosa dos sinais vitais, diurese e hematócrito.
A hemoconcentração (aumento do hematócrito em mais de 10% em relação ao basal ou valores absolutos elevados) é um sinal de alarme importante, indicando extravasamento plasmático e risco de choque, classificando o paciente no Grupo C ou D dependendo da presença de outros sinais.
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