PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Um médico recém-formado, que atua em uma Unidade de Estratégia de Saúde da Família, está atendendo um aumento de casos de dengue na comunidade. Uma paciente chega à unidade com dor abdominal intensa e outros sinais de alarme, como vômitos persistentes, o que sugere um quadro de dengue mais grave, porém, durante o exame, não apresenta sinais de choque. Com base no quadro clínico apresentado e na classificação de risco de dengue, assinale a alternativa CORRETA para o caso dessa paciente:
Dengue com sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes) mas SEM choque → Grupo C.
A classificação de risco da dengue é crucial para o manejo adequado. Pacientes com sinais de alarme, como dor abdominal intensa e vômitos persistentes, mas sem evidência de choque ou sangramento grave, são categorizados como Grupo C. Este grupo requer internação para monitoramento rigoroso e hidratação venosa.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A classificação de risco da dengue, estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela OMS, é uma ferramenta crucial para guiar o manejo clínico e reduzir a morbimortalidade. Essa classificação divide os pacientes em grupos (A, B, C e D) com base na presença de sinais de alarme e gravidade, permitindo uma estratificação adequada do cuidado. O Grupo C da dengue é caracterizado pela presença de sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia (>2 cm) e aumento progressivo do hematócrito. No entanto, pacientes do Grupo C ainda não apresentam sinais de choque ou sangramento grave, que caracterizariam a dengue grave (Grupo D). O reconhecimento precoce desses sinais é vital para evitar a progressão da doença. O manejo de pacientes com Dengue Grupo C exige internação hospitalar para monitoramento clínico e laboratorial rigoroso. A hidratação venosa é o pilar do tratamento, com a administração de fluidos de forma controlada para prevenir a hipovolemia e o choque, sem sobrecarga hídrica. A reavaliação constante dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas é fundamental para identificar qualquer deterioração e intervir prontamente, garantindo a segurança do paciente e otimizando o prognóstico.
Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.
Pacientes com Dengue Grupo C devem ser internados para monitoramento rigoroso e hidratação venosa, com reavaliação frequente dos sinais vitais, balanço hídrico e exames laboratoriais, visando prevenir a progressão para dengue grave.
A Dengue Grupo C apresenta sinais de alarme, mas sem sinais de choque ou sangramento grave. A Dengue Grupo D (dengue grave) é caracterizada por choque, sangramento grave ou comprometimento grave de órgãos, exigindo manejo em UTI.
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