HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Considerando a Classificação de Risco da Organização Mundial de Saúde (OMS) para doenças cardiovasculares na gravidez, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando a recomendação para condução do caso com a estratificação de risco.COLUNA I1. OMS 1 – Risco de morbidade ou mortalidade não superior ao da população em geral2. OMS 2 – Pequeno aumento no risco de mortalidade materna e aumento moderado no risco de morbidade3. OMS 2 ou 3 – Aumento intermédio do risco de mortalidade materna e aumento moderado a grave do risco de morbilidade4. OMS 3 – Risco significativamente aumentado de mortalidade materna e aumento grave do risco de morbidade5. OMS 4 – Risco muito elevado de mortalidade materna ou morbilidade grave; gravidez contraindicada e interrupção discutidaCOLUNA II( ) Gravidez contraindicada. Se ocorrer gravidez, consulta cardiológica mensalmente. Atendimento em hospital terciário.( ) Consulta de cardiologia uma ou duas vezes durante a gravidez. Cuidados hospitalares locais adequados.( ) Consulta de cardiologia trimestralmente. Cuidados hospitalares locais adequados.( ) Consulta cardiológica mensal ou bimestral. Atendimento em hospital terciário.( ) Consulta cardiológica bimestral. Atendimento em hospital de referência.Assinale a sequência correta.
Classificação OMS cardiopatia na gravidez: OMS 4 = gravidez contraindicada; OMS 1 = baixo risco.
A Classificação de Risco da OMS para cardiopatias na gravidez estratifica o risco de morbimortalidade materna, orientando a frequência das consultas cardiológicas e o nível de complexidade do hospital para o acompanhamento. É crucial para o planejamento e manejo da gestação.
A gravidez impõe significativas alterações fisiológicas ao sistema cardiovascular, que podem descompensar cardiopatias preexistentes. A Classificação de Risco Cardiovascular da Organização Mundial de Saúde (OMS) é uma ferramenta essencial para estratificar o risco de morbimortalidade materna e fetal em mulheres com doenças cardíacas. Ela categoriza as pacientes em classes de 1 a 4, com base no risco crescente de complicações. A classe OMS 1 indica risco não superior ao da população geral, enquanto a OMS 4 representa um risco muito elevado, com gravidez contraindicada. A estratificação permite um planejamento individualizado do acompanhamento, desde consultas cardiológicas esporádicas em serviços locais (OMS 1-2) até acompanhamento mensal em hospitais terciários com discussão de interrupção da gravidez (OMS 4). A classe OMS 2 ou 3, por exemplo, exige consulta cardiológica trimestral e cuidados hospitalares locais adequados, enquanto a OMS 3 requer consulta mensal ou bimestral em hospital terciário. O aconselhamento pré-concepcional é fundamental para todas as mulheres com cardiopatias, permitindo discutir os riscos, benefícios e opções contraceptivas. Durante a gravidez, o manejo multidisciplinar envolvendo cardiologistas, obstetras e anestesiologistas é crucial para otimizar os resultados maternos e fetais. A compreensão e aplicação correta da Classificação da OMS são pilares para a segurança e o sucesso da gestação em pacientes cardiopatas.
A classificação da OMS é crucial para estratificar o risco de morbimortalidade materna e fetal, permitindo um planejamento adequado da gravidez, incluindo a frequência das consultas e o nível de complexidade do atendimento hospitalar.
Para pacientes OMS 4, a gravidez é contraindicada devido ao risco muito elevado de mortalidade materna ou morbidade grave. Se a gravidez ocorrer, a interrupção deve ser discutida e o acompanhamento cardiológico deve ser mensal em hospital terciário.
A classificação permite que os médicos informem as mulheres com cardiopatias sobre os riscos potenciais da gravidez, auxiliando na decisão sobre engravidar e no planejamento de um manejo otimizado para minimizar complicações.
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