Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Homem, 62 anos, portador de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) sintomática, pouco controlada e hipertensão arterial sistêmica (HAS), não medicada, procura ajuda médica por apresentar hérnia incisional sintomática. Diante da indicação de tratamento cirúrgico para correção desta hérnia, o médico cirurgião solicita ao anestesista uma avaliação do risco cirúrgico, segundo o consagrado sistema de classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA).Com base nas informações do enunciado, esse paciente está estratificado como:
ASA 4 = doença sistêmica grave, risco de vida constante, não corrigida, ameaça à vida.
O paciente apresenta ICC sintomática pouco controlada e HAS não medicada, caracterizando uma doença sistêmica grave e constante ameaça à vida, mesmo que a cirurgia não seja de emergência. Isso o enquadra na classificação ASA 4, indicando alto risco cirúrgico.
A classificação de risco cirúrgico da American Society of Anesthesiologists (ASA) é uma ferramenta fundamental na avaliação pré-operatória, utilizada para estimar o risco de morbimortalidade em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Ela categoriza os pacientes de ASA 1 (saudável) a ASA 6 (morte cerebral), com base na gravidade de suas comorbidades e no impacto destas na sua condição sistêmica. A correta estratificação é essencial para o planejamento anestésico e cirúrgico. A estratificação ASA considera a presença e o controle de doenças sistêmicas. Um paciente com insuficiência cardíaca congestiva sintomática e hipertensão arterial sistêmica não medicada, como no caso, apresenta condições que representam uma ameaça constante à vida. A ICC descompensada e a HAS não controlada são exemplos clássicos de doenças que elevam o paciente ao status de ASA 4, mesmo que a cirurgia proposta não seja de emergência. A avaliação detalhada das comorbidades é crucial. A compreensão da classificação ASA permite aos residentes e profissionais de saúde comunicar o risco de forma padronizada, otimizar o preparo pré-operatório e discutir os riscos e benefícios da cirurgia com o paciente e sua família. Pacientes ASA 4 demandam monitorização intensiva e estratégias anestésicas e cirúrgicas adaptadas para minimizar complicações, sendo muitas vezes necessária a compensação das comorbidades antes do procedimento eletivo.
ASA 4 é atribuído a pacientes com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante à vida e não é corrigida, como ICC descompensada ou HAS não controlada.
A classificação ASA é crucial para estimar o risco de morbimortalidade perioperatória, auxiliar na tomada de decisão sobre a cirurgia e otimizar o preparo pré-operatório do paciente.
Pacientes ASA 3 possuem doença sistêmica grave, mas sem ameaça constante à vida (ex: HAS controlada, DM bem controlado). ASA 4 tem ameaça constante à vida (ex: ICC descompensada, IAM recente).
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