SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
De acordo com a classificação dos tipos clínicos de restrição do crescimento fetal (RCF), segundo Lin e Evans, em 1984, analise os itens a seguir. 1 Tipo I (simétrico). 2 Tipo II (assimétrico). 3 Intermediário. 4 Tipo IV (misto). Está CORRETO o que se afirma em:
Classificação RCF (Lin e Evans) inclui Tipo I (simétrico), Tipo II (assimétrico) e Intermediário.
A classificação de Lin e Evans para Restrição do Crescimento Fetal (RCF) divide os casos em Tipo I (simétrico, precoce, intrínseco), Tipo II (assimétrico, tardio, extrínseco) e Intermediário, sendo fundamental para entender a etiologia e o prognóstico.
A Restrição do Crescimento Fetal (RCF) é uma condição obstétrica de grande relevância, associada a um aumento significativo da morbimortalidade perinatal. A classificação dos tipos clínicos de RCF é fundamental para a compreensão da sua etiologia, fisiopatologia e para a elaboração de um plano de manejo adequado. A classificação de Lin e Evans, proposta em 1984, é uma das mais reconhecidas e didáticas. De acordo com Lin e Evans, a RCF é dividida em três tipos principais: Tipo I (simétrico), Tipo II (assimétrico) e Intermediário. O Tipo I, ou simétrico, caracteriza-se por uma redução proporcional de todas as dimensões fetais, geralmente decorrente de fatores que agem precocemente na gestação, como anomalias genéticas ou infecções congênitas. O Tipo II, ou assimétrico, é o mais comum, com preservação do crescimento cefálico em detrimento do abdominal, associado a causas que atuam mais tardiamente, como insuficiência placentária. O tipo Intermediário apresenta características mistas. A identificação do tipo de RCF é crucial para o prognóstico e para a conduta obstétrica. O acompanhamento ultrassonográfico seriado, a avaliação do bem-estar fetal e a decisão sobre o momento do parto são influenciados pelo tipo de RCF, visando otimizar os resultados maternos e neonatais.
A RCF Tipo I, ou simétrica, é caracterizada por uma redução proporcional de todas as medidas fetais (cabeça, abdome, fêmur), geralmente associada a causas intrínsecas ou que agem precocemente na gestação, como anomalias cromossômicas ou infecções congênitas.
A RCF Tipo II, ou assimétrica, é marcada por uma desproporção entre o crescimento da cabeça (preservado) e do abdome (reduzido), sendo mais comum em causas extrínsecas que agem tardiamente, como insuficiência placentária e hipertensão materna.
A classificação da RCF auxilia na identificação da provável etiologia, no prognóstico fetal e na tomada de decisões sobre o momento e a via de parto, permitindo um acompanhamento mais individualizado e intervenções adequadas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo