UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Paciente submetido a ressecção de lipossarcoma de baixa grau, localizado no compartimento posterior da coxa direita. No relato da cirurgia, há informação de que não permaneceu tumor visível no campo cirúrgico. O resultado do estudo anatomopatológico mostra que a margem profunda está comprometida com tumor fuso celular de baixo grau. Diante das informações anteriores e de acordo com os princípios da cirurgia oncológica, assinale a alternativa CORRETA:
Ressecção R1 = tumor visível removido (macroscópica completa), mas células tumorais na margem (microscópica incompleta).
Na cirurgia oncológica, a classificação R (Residual Tumor) descreve a presença de doença residual após a ressecção. R1 significa que houve uma ressecção macroscópica completa do tumor (nenhum tumor visível deixado), mas o exame histopatológico das margens cirúrgicas revela a presença de células tumorais, indicando uma ressecção microscópica incompleta.
A classificação das margens cirúrgicas é um pilar fundamental na cirurgia oncológica, determinando o sucesso da ressecção e influenciando diretamente o prognóstico e o planejamento terapêutico adjuvante. O sistema de classificação "R" (Residual Tumor) é amplamente utilizado para descrever a presença de doença residual após a cirurgia. Compreender essa classificação é essencial para todos os profissionais envolvidos no tratamento do câncer. A ressecção R0 é o objetivo ideal na cirurgia oncológica curativa, significando que não há tumor macroscópico ou microscópico residual nas margens cirúrgicas. Isso implica que todas as células tumorais foram removidas. A ressecção R1, como no caso da questão, ocorre quando o cirurgião remove todo o tumor visível (ressecção macroscópica completa), mas o exame histopatológico das margens revela a presença de células tumorais microscópicas. Isso indica que, embora o tumor não seja visível a olho nu, há doença residual. A ressecção R2, por sua vez, significa que há tumor macroscópico residual visível após a cirurgia. A distinção entre R0, R1 e R2 é crítica para o planejamento pós-operatório. Uma ressecção R1 ou R2 geralmente exige terapias adjuvantes (como radioterapia ou quimioterapia) ou até mesmo uma re-excisão, quando possível, para tentar alcançar o status R0 e reduzir o risco de recidiva local. O prognóstico de pacientes com margens R1 é geralmente intermediário entre R0 e R2, e a decisão terapêutica deve ser individualizada com base no tipo histológico, grau do tumor e localização.
R0 significa ressecção completa, sem tumor macroscópico ou microscópico residual nas margens. R1 indica ressecção macroscópica completa, mas com tumor microscópico residual nas margens. R2 significa ressecção macroscópica incompleta, com tumor visível residual.
A presença de margens positivas (R1 ou R2) está associada a um maior risco de recidiva local do tumor e, em alguns casos, pior prognóstico. A obtenção de margens R0 é o objetivo primário na cirurgia oncológica curativa.
A conduta após uma ressecção R1 pode variar dependendo do tipo e estágio do tumor, localização e condições do paciente. Pode incluir re-excisão, radioterapia adjuvante, quimioterapia ou vigilância, visando reduzir o risco de recidiva.
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