SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
A categoria 3 da classificação BI-RADS® (Breast Image Reporting and Data System), desenvolvida pelo American College of Radiology, é definida por:
BI-RADS 3 → Achado provavelmente benigno, risco de malignidade < 2%, requer acompanhamento em curto prazo.
A categoria BI-RADS 3 indica achados provavelmente benignos na mamografia ou ultrassonografia, com um risco muito baixo de malignidade (inferior a 2%). Nesses casos, a conduta recomendada é o acompanhamento em curto prazo (geralmente em 6 meses) para monitorar a estabilidade da lesão.
O Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS) é uma ferramenta padronizada desenvolvida pelo American College of Radiology (ACR) para descrever achados em exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética) e categorizar o risco de malignidade, orientando a conduta clínica. Essa classificação é fundamental para a comunicação entre radiologistas e clínicos, e para o manejo adequado das pacientes. A categoria BI-RADS 3 é definida como "Achados provavelmente benignos". Isso significa que a lesão possui características que a tornam altamente provável de ser benigna, mas não completamente. O risco de malignidade associado a essa categoria é muito baixo, geralmente inferior a 2%. Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, sem calcificações suspeitas, ou assimetrias focais que não são claramente benignas. A conduta recomendada para um achado BI-RADS 3 é o acompanhamento em curto prazo, tipicamente com exames de imagem repetidos em 6 meses. O objetivo é monitorar a estabilidade da lesão. Se a lesão permanecer estável por um período de 2 a 3 anos, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna). Caso haja qualquer alteração no tamanho, forma ou características da lesão durante o acompanhamento, uma biópsia pode ser indicada. É crucial que residentes compreendam essa categoria para evitar biópsias desnecessárias, ao mesmo tempo em que garantem o monitoramento adequado de lesões com um risco mínimo, mas existente, de malignidade.
A conduta padrão é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com exames de imagem (mamografia e/ou ultrassonografia) em 6 meses, para avaliar a estabilidade da lesão.
O risco de malignidade para uma lesão BI-RADS 3 é muito baixo, inferior a 2%, o que justifica a conduta de acompanhamento em vez de biópsia imediata.
BI-RADS 2 indica achados benignos sem risco de malignidade, não necessitando de acompanhamento específico. BI-RADS 3 indica achados provavelmente benignos com baixo risco de malignidade (<2%), exigindo acompanhamento em curto prazo para confirmar a benignidade.
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