BI-RADS 3: Entenda Achados Provavelmente Benignos

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

A categoria 3 da classificação BI-RADS® (Breast Image Reporting and Data System), desenvolvida pelo American College of Radiology, é definida por:

Alternativas

  1. A) “Anormalidade suspeita”: probabilidade intermediária de câncer, entre 3% e 94%, o que justifica a estratificação das lesões em baixo, intermediário ou alto grau de suspeição.
  2. B) “Achados provavelmente benignos”: apresentam risco de malignidade inferior a 2%.
  3. C) “Incompleta”: necessária avaliação complementar dos achados por outro método de imagem ou por incidências especiais na mamografia.
  4. D) “Achados benignos”: nenhuma característica sugestiva de malignidade.
  5. E) “Altamente sugestivo de malignidade”: a probabilidade de malignidade é superior à 95%, e a indicação é de estudo anatomopatológico.

Pérola Clínica

BI-RADS 3 → Achado provavelmente benigno, risco de malignidade < 2%, requer acompanhamento em curto prazo.

Resumo-Chave

A categoria BI-RADS 3 indica achados provavelmente benignos na mamografia ou ultrassonografia, com um risco muito baixo de malignidade (inferior a 2%). Nesses casos, a conduta recomendada é o acompanhamento em curto prazo (geralmente em 6 meses) para monitorar a estabilidade da lesão.

Contexto Educacional

O Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS) é uma ferramenta padronizada desenvolvida pelo American College of Radiology (ACR) para descrever achados em exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética) e categorizar o risco de malignidade, orientando a conduta clínica. Essa classificação é fundamental para a comunicação entre radiologistas e clínicos, e para o manejo adequado das pacientes. A categoria BI-RADS 3 é definida como "Achados provavelmente benignos". Isso significa que a lesão possui características que a tornam altamente provável de ser benigna, mas não completamente. O risco de malignidade associado a essa categoria é muito baixo, geralmente inferior a 2%. Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, sem calcificações suspeitas, ou assimetrias focais que não são claramente benignas. A conduta recomendada para um achado BI-RADS 3 é o acompanhamento em curto prazo, tipicamente com exames de imagem repetidos em 6 meses. O objetivo é monitorar a estabilidade da lesão. Se a lesão permanecer estável por um período de 2 a 3 anos, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna). Caso haja qualquer alteração no tamanho, forma ou características da lesão durante o acompanhamento, uma biópsia pode ser indicada. É crucial que residentes compreendam essa categoria para evitar biópsias desnecessárias, ao mesmo tempo em que garantem o monitoramento adequado de lesões com um risco mínimo, mas existente, de malignidade.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta recomendada para uma lesão classificada como BI-RADS 3?

A conduta padrão é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com exames de imagem (mamografia e/ou ultrassonografia) em 6 meses, para avaliar a estabilidade da lesão.

Qual o risco de malignidade associado a uma lesão BI-RADS 3?

O risco de malignidade para uma lesão BI-RADS 3 é muito baixo, inferior a 2%, o que justifica a conduta de acompanhamento em vez de biópsia imediata.

Quais são as principais diferenças entre BI-RADS 2 e BI-RADS 3?

BI-RADS 2 indica achados benignos sem risco de malignidade, não necessitando de acompanhamento específico. BI-RADS 3 indica achados provavelmente benignos com baixo risco de malignidade (<2%), exigindo acompanhamento em curto prazo para confirmar a benignidade.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo